Losurdo: produção das emoções é novo estágio do controle da classe dominante

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/entrevistas/31615/losurdo+producao+das+emocoes+e+novo+estagio+do+controle+da+classe+dominante.shtml

Losurdo: produção das emoções é novo estágio do controle da classe dominante
 

João Novaes e Rodolfo Machado | São Paulo – 04/10/2013 – 10h22

Para o filósofo marxista italiano, com a televisão e as novas mídias, a burguesia não tem somente o monopólio das ideias



Para o filósofo marxista italiano Domenico Losurdo, o avanço tecnológico permitiu à classe dominante alcançar um novo estágio na dominação cultural. Se, no passado, ela já detinha o monopólio da profusão e difusão das ideias, hoje ela também consegue fazer o mesmo com as emoções.
Na segunda parte da entrevista de Losurdo a Opera Mundi, ele descreve as noções modernas das lutas de classe, dos limites das manifestações populares e da relação entre o comunismo e as lutas anticoloniais, em especial a do movimento negro nos EUA.

 

Leia aqui a primeira parte da entrevista.

Opera Mundi: No final de “Democracia ou Bonapartismo”, o senhor afirma que vivemos uma fase de “desemancipação. A tal ponto em que a chamada ‘Revolta de Los Angeles’, de 1992 foi um caso de racismo institucional que mostra que os negros só podem protestar recorrendo a uma espécie de ‘jacquerie’ urbana, de revolta enraivecida e destrutiva, que, no entanto, em nada modifica o status quo existente”. Num contexto de crise econômica e política na Europa, de ocaso da chamada Primavera Árabe, de guerra civil na Síria: qual o sentido que deveriam tomar as mobilizações populares para, de fato, modificar o estado de coisas existente no capitalismo do século XXI?

Domenico Losurdo: Em “Democracia ou Bonapartismo”, quando falo de desemancipação faço referência ao Ocidente. Vejamos como exemplo o já falado desmantelamento do Estado de bem-estar social. Nessa situação, e no seio do contexto do “monopartidarismo competitivo”, as classes populares não tem mais representação política no Parlamento, estão excluídas. Não sou eu que digo isso: há pesquisadores dos EUA que se referem a seu país como uma plutocracia, ou seja, o poder emanado da riqueza. Nesse contexto, as classes populares não têm possibilidade de serem representadas no Parlamento.

Portanto, o que ocorreu em Londres em 2011 e em outras cidades recentemente, esses grandes protestos populares, já foi cantado o que aconteceria depois. Na época da Revolução Francesa, houve primeiro a explosão de cólera, com queimas de propriedades de aristocratas, mas em seguida a situação sempre se voltava para o restabelecimento do poder da aristocracia. E hoje vemos exatamente a mesma coisa. Como foram os casos de Los Angeles em 1992 e mais recentemente em Londres e até Paris. Estou totalmente de acordo.(…)

*leia texto integral em :

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/entrevistas/31615/losurdo+producao+das+emocoes+e+novo+estagio+do+controle+da+classe+dominante.shtml

“EUA são o pior inimigo da democracia nas Relações Internacionais”, diz filósofo italiano

João Novaes e Rodolfo Machado | São Paulo – 03/10/2013 – 12h00

Para Domenico Losurdo, crise provoca questionamentos nos fundamentos liberais, que poderão ser respondidos com ajuda da esquerda da América Latina
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s