DRONE EM MARIANA MG E LETICIA OLIVEIRA DIRIGENTE DO MAB COMENTA A TRAGÉDIA EM MG




Após 48 horas do rompimento das barragens de rejeitos em Bento Rodrigues e Mariana, foram encontradas duas pessoas mortas e 28 ainda estão desaparecidas, sendo que não oficialmente, este número pode ser bem maior. Animais estão ilhados, cães desorientados, saques ocorreram nas casas e um empresário usou um drone para cooperar nas buscas. O jornalista Luiz Carlos Azenha no jornal da Tv Record é quem fez a reportagem com uma outra jornalista.

*Podemos constatar que fatalidades não houveram, mas negligência e irresponsabilidade. *Veja matéria do Viomundo aqui: http://www.viomundo.com.br/denuncias/mab-denuncia-a-negligencia-total-das-mineradoras-vale-e-bhp-billiton-controladoras-da-samarco-sao-responsaveis-pelo-rompimento-das-barragens-em-mariana-ha-muitos-anos-a-comunidade-alerta-sobre-os.html

Nadia Gal Stabile – 08 11 15


https://www.youtube.com/watch?v=twvm0kIICz8&feature=youtu.be
 

MAB denuncia: Vale e BHP Billiton, controladoras da Samarco, são responsáveis pelo rompimento das barragens; há anos comunidade alerta

publicado em 07 de novembro de 2015 às 19:07

 http://www.viomundo.com.br/denuncias/mab-denuncia-a-negligencia-total-das-mineradoras-vale-e-bhp-billiton-controladoras-da-samarco-sao-responsaveis-pelo-rompimento-das-barragens-em-mariana-ha-muitos-anos-a-comunidade-alerta-sobre-os.html
*veja as fotos acessando o link acima:

As três primeiras fotos (do topo para baixo) são do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, via Fotos Públicas; as outras duas são de Antônio Cruz, da Agência Brasil

Nota do Movimento dos Atingidos por Barragens 

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) se solidariza com os trabalhadores e trabalhadoras da mineração e com todas as famílias do distrito de Bento Rodrigues, que pertence ao município de Mariana, região central de Minas Gerais, vítimas do rompimento de duas barragens de rejeito mineral que pertencem a Samarco Mineração S.A, empresa controlada pelos grupos Vale e BHP Billiton.
A onda de lama contaminada com mercúrio, arsênio e ferro arrasou a comunidade que tinha cerca de 600 moradores. Cerca de 30 trabalhadores estavam no local na hora do rompimento. Pelo menos 10 pessoas morreram e o número de desaparecidos ultrapassa 100 pessoas, incluindo crianças. Cerca de 500 foram resgatadas.
A lama chegou ao Rio do Carmo atingindo moradores a 70 km de Mariana e agora está próxima a barragem de Candonga, no inicio do Rio Doce. Corpos descem o rio em meio a grande quantidade de entulhos e sujeiras. Comunidades estão isoladas e sem energia. O abastecimento de muitas cidades está sendo comprometido.
O MAB denuncia que as empresas Vale e BHP são responsáveis pelo rompimento. Há muitos anos, a comunidade vem alertando sobre os riscos. Ontem, na hora do almoço, trabalhadores ouviram estrondos, mas as atividades continuaram. Suspeitas de que um terremoto teria provocado o acidente não se sustenta visto que foi um tremor de baixíssimo impacto. Não havia nenhum mecanismo de aviso e socorro à população, como exigido em lei. Todo o processo de socorro aos desabrigados está sendo feito pela Prefeitura de Mariana. A negligência das empresas é total.
Solidários na dor pelas perdas irreparáveis e pelos prejuízos incalculáveis causados pelas empresas, chamamos toda a população e as organizações sociais da região a se unirem em torno de uma pauta que garanta o respeito aos direitos das famílias e a dignidade da vida de cada trabalhador e trabalhadora que produz a riqueza da Samarco Mineração que lucrou mais de R$2 bilhões em 2014.
A mineração deve estar a serviço da soberania popular e não dos desmandos e barbaridades cometidas por empresas como a Vale que tem no desrespeito às populações e aos trabalhadores a sua marca registrada. Por isto, continuamos em luta.
*****
Letícia Oliveira, da coordenação estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em Minas Gerais, ao Brasil de Fato. Vídeo: Rafaella Dotta

 https://www.youtube.com/watch?v=G5G2NtGR6Uw#t=11
 


Publicado em 7 de nov de 2015

Leticia Oliveira, da coordenação estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em Minas Gerais: “A gente está fazendo várias denúncias. A primeira é que a Samarco é uma empresa que tem metade de suas ações nas mãos da Vale e metade nas da BHP Billiton, que são as duas maiores mineradoras do mundo e que lucram bastante nesse processo. Essas empresas lucram muito e a gente vê que não estão investindo tanto em segurança dos seus empreendimentos, sem pensar na população que sofre com isso. A Samarco já teve anteriormente o rompimento de um mineroduto, há uns anos atrás, o que mostra que já existe essa repetição dessas questões”.

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