SURTO DE MICROCEFALIA EM 42 MUNICÍPIOS DE PERNAMBUCO

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/11/13/interna_vidaurbana,609981/ministerio-da-saude-aconselha-pernambucanas-a-adiarem-gestacoes-por-causa-do-surto-de-microcefalia-no-estado.shtml  

 http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/11/11/interna_vidaurbana,609621/governo-vai-decretar-emergencia-sanitaria-por-surto-de-microcefalia-em-bebes.shtml

http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2015/11/entenda-o-que-e-microcefalia-e-por-que-ha-um-aumento-dos-casos-em-pernambuco

 


Entenda o que é a microcefalia e por que há um aumento dos casos em Pernambuco

Criado em 12/11/15 21h02 e atualizado em 13/11/15 16h32
Por Portal EBC

A notícia de que Pernambuco está em estado de emergência em função do aumento de casos de microcefalia no estado trouxe diversas dúvidas a mães e gestantes sobre a origem dessa malformação, que compromete o desenvolvimento adequado do cérebro do bebê. Os questionamentos também estão mobilizando médicos, a Secretaria de Saúde e hospitais de todo o estado que ainda buscam uma explicação para o aumento do número de episódios: em média, os casos no estado não passavam de 10 por ano, mas nos últimos quatro meses foram confirmados 141.
“Estamos há duas semanas numa operação de guerra com todas as frentes abertas, a gente não tem previsão de prazo, estamos correndo contra o tempo, com várias frentes de atuação. A secretaria quer saber o quanto antes dessa causa para poder atuar na prevenção e no tratamento”, explicou Luciana Albuquerque, secretária-executiva de vigilância em saúde da Secretaria Estadual de Pernambuco.
A microcefalia não é uma “doença” nova. Em geral, a malformação congênita está associada a uma série de fatores de diferentes origens. Pode ser o uso de substâncias químicas durante a gravidez, como drogas, contaminação por radiação e infeccção por agentes biológicos, como bactérias, vírus e radiação. Entretanto, ainda não há uma explicação para o aumento repetino dos casos nos municípios pernambucanos.
“Por enquanto não queremos criar pânico diante das hipóteses que foram levantadas.  Precisamos saber da causa e preparar a rede pra atender esses bebês com fisioterapia e terapia ocupacional, pois eles podem apresentar limitações motoras e cognitivas”, adiantou a secretária.
Além de criar um protocolo de notificações a atendimento a mães e bebês,  a secretaria conduz uma investigação minuciosa para descobrir as causas do “surto”, que inclui os dados dos prontuários das gestantes e visitas às casas das mães para colher o maior número de informações possíveis.
Confira abaixo uma lista de perguntas e repsostas sobre o caso:

O que é a microcefalia?

A microcefalia não é um agravo novo. É uma condição neurológica em que a cabeça do recém-nascido é menor quando comparada ao padrão daquela mesma idade e sexo. Neste caso, os bebês com essa malformação congênita nascem com um perímetro cefálico menor do que o normal, que habitualmente é superior a 33 cm.

Quais as causas desta condição?

Em geral, a malformação congênita está associada a uma série de fatores de diferentes origens. Pode ser o uso de  substâncias químicas durante a gravidez, como drogas, contaminação por radiação e infeccção por agentes biológicos, como bactérias, vírus e ainda radiação.

Por que há um aumento do número de casos de microcefalia em Pernambuco?

A Secretaria de Saúde do Estado está analisando diversas possíveis causas para essas ocorrências, entre elas: infecções congênitas (rubéola, sífilis, varicela, toxoplasmose), agressões teratogênicas (drogas como talidomida, aspirina, tetraciclina, calmantes), alcoolismo materno, drogadição (cocaína), infecções provocadas por dengue, chikungunya ou zika, entre outros. Entretanto, ainda não foi identificada a causa.

Quais estados estão registrando crescimento de casos de microcefalia acima da média?

O Ministério da Saúde está acompanhando os casos de microcefalia em Pernambuco, estado que tem apresentado aumento de casos da doença, classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como situação inusitada em termos de saúde. Há relatos de profissionais de saúde sobre o mesmo ocorrido nos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. As suspeitas estão sendo investigadas e todos esses locais contam com a atuação de profissionais de saúde do ministério.

Há registro de ‘surtos’ de microcefalia em outros países?

Por enquanto, não há relatos na literatura cientifica e nem casos registrados em outros países da associação do zika vírus com a microcefalia. No entanto, de acordo com o ministério, nenhuma hipótese está sendo descartada.

O bebê com microcefalia pode morrer ou ter sequelas?

Cerca de 90% das microcefalias estão associadas com retardo mental, exceto nas de origem familiar, que podem ter o desenvolvimento cognitivo normal. O tipo e o nível de gravidade da sequela vão variar caso a caso. Tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida.

Como é feito o diagnóstico de microcefalia?

Após o nascimento do recém-nascido, o primeiro exame físico é rotina nos berçários e deve ser feito em até 24 horas do nascimento. Este período é um dos principais momentos para se realizar busca ativa de possíveis anomalias congênitas. A microcefalia também pode ser identificada ainda durante a gravidez, nos exames pré-natais.

Qual é o tratamento para a microcefalia?

Dependendo do tipo de microcefalia, é possível corrigir a anomalia por meio de cirurgia. Geralmente, as crianças precisam de acompanhamento após o primeiro ano de vida. Nos casos de microcefalia óssea existem tratamentos que propiciam um desenvolvimento normal do cérebro.


Quais exames estão sendo realizados nas crianças e nas gestantes dos estados (PE, RN e PB) que já notificaram o Ministério da Saúde?

A partir dos casos identificados em Pernambuco, estão sendo realizadas investigações epidemiológicas de campo, tais como: revisão de prontuários e outros registros de atendimento médico da gestante e do recém-nascido. Também estão sendo feitas entrevistas com as mães por meio de questionário. Os casos seguem para investigação laboratorial e exames de imagem como a tomografia computadorizada de crânio.

Neste momento, existe recomendação do Ministério da Saúde às gestantes?

Neste momento, o Ministério da Saúde reforça às gestantes que não usem medicamentos não prescritos pelos profissionais de saúde e que façam um pré-natal qualificado e todos os exames previstos nesta fase, além de relatarem aos profissionais de saúde qualquer alteração que perceberem durante a gestação. Além disso, é importante que os profissionais de saúde estejam atentos à avaliação cuidadosa do perímetro cerebral e à idade gestacional, assim como à notificação de casos suspeitos de microcefalia.

Microcefalia em Pernambuco

Até 9 de  novembro, foram identificados 141 casos. Esses registros foram provenientes de residentes em 42 municípios de diferentes regiões de Pernambuco. A maior parte dos nascimentos (55%) ocorreu no município do Recife.  
Quanto ao perfil dos casos, 53,9% dos bebês são do sexo feminino e a maioria (98,9%) nasceu de gestação única.

Creative Commons – CC BY 3.0 
 
 

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/saude/noticia/2015/10/24/forca-tarefa-investiga-microcefalia-em-pernambuco–205072.php

Força-tarefa investiga microcefalia em Pernambuco

Aumento do número de recém-nascidos com essa condição levou especialistas a analisar causas dessa situação. Uma das hipóteses é a relação com a infecção com os vírus da dengue, chicungunha e zika

Publicado em 24/10/2015, às 07h44

Cinthya Leite

“Com o aumento de casos de microcefalia, vamos criar um protocolo para estabelecer critérios de investigação”, diz Adélia Henriques Souza

Diego Nigro/JC Imagem

O Estado de Pernambuco acaba de criar uma força-tarefa para investigar a causa do aumento do número de casos de microcefalia (condição em que o tamanho da cabeça é menor do que o normal para a idade) em recém-nascidos. Os registros do Sistema Nacional de Nascidos Vivos (Sinasc) demonstram que, de janeiro a setembro, 20 bebês nasceram com essa alteração no crescimento do cérebro – 70% só em agosto e setembro. No mesmo período de 2013 e 2014, foram registrados, respectivamente, 10 e 12 casos.

>> Leia no blog Casa Saudável:


O aumento pode ser explicado por diversos motivos, incluindo infecções congênitas – aquelas transmitidas pela mãe ao filho durante a gravidez, como toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus. Os especialistas também investigam uma possível relação entre esses casos recentes de microcefalia com quadros de infecção causados pelo vírus da dengue, chicungunha ou zika durante a gestação, especialmente no primeiro trimestre da gravidez, período crucial para o desenvolvimento do cérebro do bebê.

“É importante ressaltar que ainda não podemos fazer essa relação com dengue, chicungunha e zika. A questão é que, desde o começo do ano, vivemos uma epidemia de dengue, que coincide com o período de gestação das mulheres que recentemente deram à luz um bebê com microcefalia. Mas é muito cedo para chegarmos a qualquer conclusão porque estamos iniciando o trabalho”, explica a neurologista infantil Adélia Henriques Souza, que é membro do grupo de especialistas que se reúnem na segunda-feira (26) com o objetivo de discutir a criação de um protocolo para estabelecer critérios de investigação dos novos casos. Fazem parte dessa força-tarefa outros médicos neurologistas, infectologistas e clínicos. Participam ainda da reunião representantes da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e do Ministério da Saúde. 

“Vamos fazer uma busca ativa para analisar se o aumento do número de recém-nascidos com microcefalia está ocorrendo também em outros Estados do Brasil”, acrescenta Adélia. Para ela e outros médicos que participam desse trabalho de análise, essa elevação é muito expressiva, especialmente se for levado em consideração o cenário extraoficial percebido nos últimos 15 dias – e que ainda não está nos registros do Sinasc. “Em duas semanas, observamos 26 novos casos de microcefalia em recém-nascidos. Esse dado inclui apenas os bebês das maternidades públicas. Aqueles que nasceram nas unidades privadas ainda serão incluídos na investigação”, diz o médico Carlos Brito, pesquisador colaborador do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco.

O médico reforça que ainda é muito precoce pensar num elo entre recém-nascidos com microcefalia e infecção pelo vírus da dengue ou zika na gestação. “A má formação do cérebro inclui um leque grande de causas, e vamos analisar todas as hipóteses na tentativa de descobrir o agente que pode estar causando esse aumento no número de casos”, informa Carlos Brito. A literatura médica, segundo ele, mostra relação entre algumas manifestações neurológicas e os vírus da dengue e zika. “Mas não podemos confirmar que isso justifica o cenário que temos observado em Pernambuco. Então, não há motivo para pânico.” 

A SES esclarece que já foi comunicada sobre a ocorrência desses novos casos de microcefalia em recém-nascidos em Pernambuco. Com o apoio das equipes das unidades de saúde públicas e privadas envolvidas, a secretaria consolida informações decorrentes de exames de imagem dos bebês, amostras de sangue das mães e dados gerais do pré-natal. 

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