RIO DOCE – A BARBÁRIE DA CIVILIZAÇÃO – EDILSON R.MARTINS

RIO DOCE – A BARBÁRIE DA CIVILIZAÇÃO – EDILSON R.MARTINS

“WATU – UM RIO CHAMADO DOCE”


http://edilsonrmartins.com/2015/11/22/rio-doce-a-barbarie-da-civilizacao/

http://edilsonrmartins.com/2015/11/19/canal-curta-exibe-watu-um-rio-chamado-doce/

Não se tampa o Sol com peneira.

Quase duas dezenas de barragens de rejeitos de mineração ameaçam ceder, explodir, nas bacias de rios da Amazônia, do Nordeste, e até de Mato Grosso.
A soma das vítimas, diretamente, mais de meio milhão de pessoas. Indiretamente, incalculável os estragos, irreversíveis.
No caso do Doce, entre MG e ES, finalmente a lama da barragem de Mariana chegou à foz, alcançou as águas do mar, no município de Regência, Macondo perdida em terras capixabas.
Impossível fazer o inventário das perdas, das mortes definitivas provocadas pelas 62 mil toneladas de m3 de rejeitos de minério, contendo cádmio, mercúrio, alumínio, entre outros.
A maior bacia hidrográfica do Sudeste, onde vivem 40% da população brasileira, a região mais importante do país, morreu.
Não adiante enganar, tergiversar, empulhar, prometer sonhos.
O Watu, o rio mais doce do mundo para os maxacali, botocudo e krenak, o nosso rio Doce, acabou, findou, pediu para sair.
A barbárie da civilização, o desenvolvimento a qualquer preço, está batendo à nossa porta.

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