Gilmar Mendes, um ministro comprometido com o semiparlamentarismo de Michel e Cunha primeiro-ministro


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Gilmar Mendes, um ministro comprometido com o semiparlamentarismo de Michel e Cunha primeiro-ministro

Michel dá palestra a convite de um ministro da suprema justiça e diz que governaria com o empresariado

Convidado especial de Gilmar Mendes para ministrar uma palestra, Michel Temer falou para uma platéia de empresários e deputados do baixo clero de Eduardo Cunha, e deu o tom de como seria o seu governo caso Dilma Rousseff sofra o golpe.
Nem é preciso lembrar que Gilmar foi nomeado ministro da justiça suprema pelo então presidente Fernando Henrique, que governou 6 anos e ll meses para o empresariado estrangeiro, a quem entregou as riquezas minerais do Brasil e a mais rica estatal, a Vale, por apenas 2 bilhões e 200 milhões. Para recuperar os danos provocados pela Vale, apenas no Rio Doce, são precisos, inicialmente, mais de 20 bilhões. Na época em que foi entregue aos piratas, a Vale valia mais de 3 trilhões de dólares.
Fernando Henrique é o presidente mais corrupto da História do Brasil. No seu desgoverno, o vice Marco Maciel assumiu a presidência do Brasil por 1 ano e 1 mês, tempo que FHC passou viajando, para receber títulos de doutor honoris causa, e luxuoso descanso em Paris, onde comprou um apartamento.
A ideologia pregada por Michel de governo sem povo, sem nacionalismo, sem patriotismo, apoiado pela banda podre do PMDB, pelos bilionários do PSDB, pelos que pregam o retorno da ditadura, os Bolsonaro e pastores eletrônicos é o semiparlamentarismo. Cunha pois tal idéia em prática ao exercer simultânea e ditatorialmente os cargos de presidente da Câmara dos Deputados e de primeiro-ministro.
Michel presidente, Cunha acumulará os cargos de presidente da Câmara e vice-presidente do Brasil. Um poder que Michel tenta minimizar, chamando de semiparlamentarismo. Semi tem como sinônimos “meio”, “metade”. Fica explícita a divisão do poder com Eduardo Cunha.
“Me atrevo a dizer que a ideia é um semiparlamentarismo. O Congresso passaria a atuar efetivamente junto ao governo e não teríamos os problemas que vivemos hoje –’ah, não tem verba, tirou verba não sei de onde’. Seria facilmente explicável ao povo a falta de recurso”, defendeu Michel Temer.
Por trás dessa aparente transparência, a entrega de todo poder ao PMDB. Partido que ficaria com os cargos de presidente e vice do Brasil, presidente da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Michel denominou de “democracia da eficiência” a política liberal que defende, exposta no documento do PMDB, encomendado por Eduardo Cunha, e chamado “A Ponte para o Futuro”.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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