Wittgenstein – "Tractatus logico-philosophicus"

Ludwig Wittgenstein. Tractatus logico-philosophicus (português) 

Tradução e apresentação de JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI – COMPANHIA EDITORA NACIONAL EDITORA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – 1968

*para ler o livro acessar:
http://pt.slideshare.net/FernandoLima13/wittgenstein-tractatus-logico-philosophicus-portugus

Wittgenstein. tractatus logico philosophicus (português) 

Tradução e apresentação de JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI – COMPANHIA EDITORA NACIONAL EDITORA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

  1. 1. Obra publicada com a colaboração da UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO REITOR: Prof. Dr. Luís ANTÔNIO DA GAMA E SILVA VICE-REITOR em exercício:Prof. Dr. HÉLIO LOURENÇO DE OLIVEIRA Tractatus Logico-Philosophicus 
  2. Esta obra, como diz o Prof. JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI ao abrir a excelente introdução que escreveu para esta edição, não é fácil. Adverte ainda, seguindo o próprio autor — extravagante figura que BERTRAND RUSSELL delineia em Retratos de memória e outros ensaios (trad.de Brenno Silveira, Comp. Editora Nacional,e. Paulo, 1958) — que qualquer explicação exterior ao texto é do domínio do que deve ser calado, o que poderia constranger todo aquele que, embora especializado em história da lógica moderna, tivesse a veleidade de fazer qualquer comentário sóbre este livro. Isso,aliás, aconteceu ao próprio RUSSELL que, anuindo em escrever a apresentação que a editôra Reclam exigia para a publicação do Tractatus, recebeu de WITTGENSTEIN esta curiosa resposta: “Muito obrigado por seu manuscrito. Não estou muitas vezes de acórdo com ele, tanto nos trechos em que V. me critica como naqueles em que pretende meramente tornar claras minhas. opiniões. Mas não faz mal. O futuro nos julgará. Ou não — e se ele se calar, já será um julgamento.”Quase cinqüentenário, o livro de WITTGEN-STEIN é marco, dos mais importantes, na história da lógica moderna. Não sentimos diante dele aquela distância, diz o Prof. GIANNOTTI, peculiar aos textos clássicos, que demandam mais árdua e progressiva aproximação. Não obstante, é um clássico e aos clássicos é principalmente dedicada esta coleção. É talvez menos distante que outros, em virtude da importância que assumiu no “ambiente de euforia” que se seguiu à publicação dos Principiade RUSSELL e de WHITEHEAD, em 1910. É, no entanto, uma obra de grande importância na evolução do pensamento lógico. É certo, como afirma o Prof. GIANNOTTI, que “a unidade que permitia conceber a lógica como um sistema total, revelou-se ilusória” no evolver das três últimas décadas do nosso século.(continua na outra dobra) EDITORA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULOCOMISSÃO EDITORIAL:Presidente — Prof. Dr. Mário Guimarães Ferri(Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras). Mem-bros: Prof. Dr. A. Brito da Cunha (Faculdade deFilosofia, Ciências e Letras), Prof. Dr. Carlos daSilva Lacaz (Faculdade de Medicina), Prof. Dr.Miguel Reale (Faculdade de Direito), e Prof. Dr.Pérsio de Souza Santos (Escola Politécnica).
  3. 2. LUDWIG  WITTGENSTEIN 13I BLIOTECA UNIVERSITÁRIA Série 1.. — Filosofia Volume 10 Direção:Dr. CRUZ COSTA(da Universidade de São Paulo) TractatusLogico-Philosophicus Tradução e apresentação de JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI – COMPANHIA EDITORA NACIONAL EDITORA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO  8.10 PAULO
  4. 3. Direitos para a língua portuguesa adquiridos pela COMPANHIA EDITORA NACIONAL Rua dos Gusmões, 639 — São Paulo 2, SP Título original:Logisch-Philosophische Abhandlung publicado em 1921 na revista de Oatwald Annalen der Naturphilesephie  No ano seguinte foi publicada a primeira edição inglêsa, bilíngüe, com o título Tractatua Logic°.Philoaephicua. Esta tradução segue o texto alemão da última edição inglêsa.O ROUTLEDGE & KEGAN PAUL LTD 1961 capa denus/cisco G. SOLERA19 88 Ingresso no Brasil 
  5.  
  6. SUMÁRIO 
  7.  
  8. Introdução 1
  9. Prefácio 53
  10. Tractatus Logico-Philosophicus 55
  11. Notas à tradução 131
  12. Glossário 135
  13. Índice remissivo 137
  14.  
  15. 4. INTRODUÇÃO
  16. A leitura do Tractatus, apesar das enormes dificuldades que oferece, fecha-se sôbre si mesma; se o que pode ser expresso o pode ser com clareza, como nos adverte seu autor,qualquer explicação exterior ao texto penetra nos domínios do que enfim deve ser calado. Sabemos que o livro não é um manual; dirige-se, sem intermediários, a um público familiarizado com os principais problemas da lógica moderna.Sendo sua publicação recente (1921), não sentimos diante dele aquela distancia peculiar aos textos clássicos que demanda uma aproximação árdua e progressiva. Nessas condições, .como juntar-lhe uma introdução feita nos moldes tradicionais, revelando as articulações mestras de seu pensamento?
  17. Toda análise seria redundante, correndo o risco de encaminhar o leitor numa direção que, mesmo correta, não seria a única.É sintomático o que aconteceu com a apresentação feita por Russell. Este anuíra em escrever a introdução que a editóra Reclam exigia para a publicação do livro. Quando,porém, Wittgenstein recebe os originais, não pode esconder sua decepção. Numa carta de 4 de abril de 1920, escreve:”Muito obrigado por seu manuscrito. Não estou muitas e muitas vêzes de acórdo com êle, tanto nos trechos em que você me critica como naqueles em que pretende meramente tornar claras minhas *opiniões. Mas não faz mal. O futuro nos julgará. Ou não — e se êle se calar, já será um julgamento”. Na carta posterior (6 de maio) Wittgenstein, entretanto, vai mais longe: “Você ficará zangado comigo quando lhe contar o seguinte: sua introdução não será impressa e provavelmente por isso mesmo meu livro também não. Quandome defrontei com a tradução alemã de sua introdução, nãopude decidir-me a publicá-la com meu trabalho. A finurade seu estilo inglês perdera-se — evidentemente — na tradução, restando apenas superficialidade e mal entendido. Enviei então o trabalho e sua introdução para a Reclam, escrevendo-lhes que não queria a introdução impressa, já que apenas servia de orientação a respeito de meu trabalho  .É, pois, altamente provável que por isso a Reclam não oaceite (embora até agora não tenha recebido resposta alguma)” % &mente um ano depois é que o Tractatus aparece,na revista de Ostwald, Anais de filosofia natural, publicada em Leipzig pela Editora Unesma G.M.B.H. No entanto, a tradução inglêsa, publicada no ano seguinte, traz uma introdução de Bertrand. Russell, datada de maio de 1922. É difícil acreditar que o texto seja o mesmo. Sabemos apenas que Wittgenstein, já resvalando para o misticismo, desinteressara-se por seu trabalho, não revendo com o devido cuidado o texto inglês, ao contrário do que afirma o tradutor. Convém lembrar, todavia, que a formulação de grande parte dos problemas colocados pelo Tractatus depende deuma situação histórica que as últimas descobertas da lógica matemática alteram sobremaneira. Devemos em particularter presente que Wittgenstein trabalhou no ambiente de euforia que se seguiu à publicação dos Principia de Russelle Whitehead, muito antes, portanto, do• impacto provocado pela obra de Gõdel, que teve, como um de seus efeitos, a virtude de isolar o cálculo proposicional dos outros cálculos matemáticos. Sendo decisivel e completo, não possui uma estruturação suficientemente rica, capaz de dar conta da complexidade, por exemplo, do sistema da aritmética ou da geometria. dra, Wittgenstein elege o cálculo das proposições como padrão de inteligibilidade de todos os sistemas formais, postulando, em conseqüência, uma unidade entre Ales que mais tarde se revelou ilusória. Além do mais, essa ,unidade lhe permite conceber a lógica como um sistema total, ao contrário da dispersão dos sistemas particulares predominantes na lógica contemporânea. É evidente que nessas condições os problemas da semântica, os problemas que dizem respeito às relações do sistema com o mundo, haveriam de ser propostos de uma forma muito meti ambiciosa do que hoje estamos acostumados a propor. Dai a riqueza do Tractatus, dal em compensação seu dogmatismo, que por(1) Sehrtften von Ludwig Wittgenstein, vol. 1, pp. 276-8, SuhrkarapVerlag, Frankfurt, 1960.certo desnorteará aquele que não o abordar de uma perspectiva crítica que só a história pode oferecer. Considerando Asse provável estranhamento é que fomos levados a preparara longa introdução que se segue. Correndo o risco de impacientar o leitor com um texto relativamente grande, pretendemos apenas reconstruir os principais problemas semânticostais como Wittgenstein os encontrou. Com a publicação dos inéditos anteriores ao Tractatus, estamos, ademais, em condições de traçar sua evolução desde o ponto de partida, com Frege e Russell, até o momento em que se formulam suas principais teses. Retornando, pois, às origens, esboçando uma genealogia de seus conceitos básicos, nada mais pretendemos do que familiarizar o leitor com certas questões lógicas queo formalismo moderno tem em geral negligenciado.(…)


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