FINAL DO SÉCULO XX E INÍCIO DO XXI



*para uma mulher divorciada refazer a vida na visão da classe média,
só se casando de novo. mulher sozinha é cão sem dono, é ameaça a todos, é como se ela saisse do inferno…ou da caverna de Platão e só sua presença  representasse risco a todos.

sobre a triste situação de uma mulher divorciada de classe média no final do século XX , início do XXI.

no final do século XX, ainda existiam muitos preconceitos contra as mulheres, e que se perpetuam até hoje no século XXI.

 a mulher separada do marido, de “vítima” passa a “bandida”, mesmo se ela é quem foi “largada” (como um sapato velho), mesmo assim. 
se o marido é que resolveu se separar por causa de outra mulher, é péssimo, porque a mulher fica com fama de burra, fraca, incompetente, porque não soube segurar o marido nas rédeas curtas! como se homem fosse um cavalo e precisasse de rédeas.

se a mulher fica com situação financeira ruim (o que é hiper mais comum na classe mais pobre), aí piorou, a família de classe média passa a vê-la como um estôrvo, passa a excluí-la, a desrespeitá-la e os filhos se houverem, idem, e ai seria o caso de até lembrá-los do ECA, onde há  artigo que diz que crianças e adolescentes necessitam conviver com a família! mas… a classe média faz questão de esquecer que tais estatutos sobre direitos humanos  existem!

se a mulher não se casou, ou nem encontrou namorado, aí a coisa piora bem mais! porque ela não deixou de ser “um cão sem dono”…”é preciso refazer a vida!” como se refazer a vida fosse só encontrar “um dono”! que pobreza!… 

a família tradicional brasileira não perdoa, a mulher será sempre desrespeitada até morrer e será pior se a família for mal resolvida, cheia de problemas e ainda fizer de conta que a mulher divorciada  blogueira da família, não existe, é invisível, ou já morreu!

é muito triste constatar a hipocrisia geral, a alienação geral, onde numa família com mais de 30 membros, nenhum mostra-se um ser pensante, um ser em busca de fatos do outro lado, não, são todos “marias vai com as outras”, todos “vaquinhas de presépios”, que pendem para o lado mais forte da corda! para o lado mais fácil, para o lado com mais poder. por isso dou total razão a Professora Marilena Chauí, que conheci nos anos 1980, na USP.(frase acima)

e pensar que antigamente a coisa era bem pior! século XIX…

mas… décadas se passam e a coisa não melhora, só posso lastimar pela pobreza, pelo ódio, pelo desamor e indiferença que familiares fazem questão de expressarem, sem nem mesmo terem a dignidade de procurarem saber o que houve e assim preferirem dar ouvidos a difamações, intrigas e calúnias! tudo porque a classe média não presta!



Nadia Gal Stabile – 10 de janeiro de 2016



INÍCIO 


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