"1984" – TOTALITARISMO E OS SELVAGENS DE "ADMIRÁVEL MUNDO NOVO"

*TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS E AS MENTIRAS DESCARADAS DA TV BRASILEIRA

Sobre como sentir-se só neste mundo tão populoso.

Dois livros sobre distopias. Dois livros sobre totalitarismos.
Os selvagens de  Aldous Huxley, “Admirável Mundo Novo”, falavam sozinhos em meio a  multidão alienada.

Hoje liguei a tv de manhã, num canal passava programa sobre o mundo rural do agronegócio, só continuei assistindo para ver a que ponto os donos da mídia podem chegar. Era, parece a segunda parte sobre o tema “TRANSGÊNICOS”. Nunca havia visto nada sobre isto em canal aberto, algum. Um entrevistado, cientista, teve a coragem de dizer que plantações de vegetais transgênicos, dispensam o uso de agrotóxicos. Outro com a maior cara de pau teve a falta de vergonha de declarar que “todos os produtos industrializados que as pessoas usam para se “alimentar”, contem transgênicos, e que não adianta nada elas reclamarem”, precisam ficar conformadas…

As mentiras que as tvs abertas contam, passaram dos limites.
Num mundo onde tantas mentiras são contadas, e onde tantas ou quase todas as pessoas acreditam nelas… só se pode lastimar por estarem cada vez mais reais as distopias dos livros que citei acima! só!…

Nadia Gal Stabile – 23 01 2016

http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:G6XTvXJvfowJ:www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/%3Fdown%3D55866+&cd=4&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?down=55866.


http://assisprocura.blogspot.com.br/p/admiravel-mundo-novo.html

“Admirável Mundo Novo” 

Por Assis Ribeiro


O livro “Admirável Mundo Novo” (1932) de Aldous Huxley, descreve uma sociedade extremamente científica, onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais da sociedade, essa sociedade não possui ética religiosa e valores morais. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeito colateral aparente chamada “soma”. As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.
O livro traça o contraste entre o ‘moderno” e o “atrasado”, tecendo críticas pungentes ao desenvolvimento “prodigioso” da ciência, que, segundo o autor, ao contrário de promover benesses à sociedade, contribuiu para o surgimento de diversos problemas de ordem social que posteriormente não seriam resolvidos. Sob esta perspectiva, a personagem John – “o Selvagem” – confronta-se diretamente com o mundo moderno, reiterando a impossibilidade de convivência entre o tradicionalismo e o mundo da ciência.

Neste Mundo Novo a reprodução humana está inteiramente baseada na reprodução artificial. Dependendo da classe genética a que determinado grupo pertencia (Alfa+, Alfa, Beta+, Beta, Gama, Delta ou Épsilon), eram tratados com substâncias diferentes durante a gestação. 
Quanto ao controle e difusão de informações, em geral eram subliminais. Durante a infância, as informações eram transmitidas às crianças por hipnopedia (método de ensinar durante o sono). Esse método não era eficiente quando se precisava raciocinar sobre as informações, essa era a intenção. Não é muito diferente do que acontece hoje em dia com músicas e mesmo com frases de propagandas publicitárias. A diferença está no conteúdo das mensagens: ao invés de usá-las para vender um produto, criavam – se regras morais cujo objetivo era, por exemplo, constantemente afirmar a perfeição do Estado vigente, ou uma receita em forma de versos sobre quantas doses de Soma eram necessárias em cada tipo possível de esgotamento mental (impulso de querer raciocinar).
 
Como se vê, tratava-se de uma sociedade de autômatos, na qual não era necessário recorrer à repressão violenta porque simplesmente não havia o mínimo risco de ocorrer qualquer tipo de revolta. Uma sociedade em que cada indivíduo se sentia feliz com a função exercida (pois desde o início haviam sido condicionados a exercerem tal função). Pode-se questionar que havia sido eliminada a criatividade humana, e que isto poderia gerar revolta. Não é verdade: a criatividade reprimida era perfeitamente compensada com a ingestão regular do Soma, droga aparentemente inócua que era produzida e distribuída pelo Estado, e que poderia aliviar qualquer desejo de criatividade que o indivíduo sentisse estar reprimida, sem que isto pudesse afetar de alguma maneira a ordem que já estava mantida há muito tempo.
 
Livro:
O personagem Bernard Marx rebela- se e se torna insatisfeito com o mundo onde vive, em parte porque é fisicamente diferente dos integrantes da sua casta (por um defeito de fabricação) e por isso é perseguido pelo seu superior.

Ele conseguiu uma informação de que seu desafeto chefe tinha realizado, com uma amante (o amor era livre), uma viagem para um “reduto” onde vivem pessoas dentro dos moldes do passado, uma espécie de “reserva histórica” – semelhante às atuais reservas indígenas – onde se preservam os costumes “selvagens” do passado.  Desta viagem só retornou o seu chefe. Bernard resolve investigar e viaja para este local “primitivo” e lá ele encontra uma mulher oriunda da civilização, Linda, e o filho dela, John.

Bernard vê uma possibilidade de conquista de respeito social pela apresentação de John como um exemplar dos selvagens à sociedade científica e civilizada. Linda era a amante do seu chefe e John um filho concebido do amante por descuido.

Para a sociedade civilizada futura  idealizada por Huxley, ter um filho era um ato obsceno e impensável, ter uma crença religiosa era um ato de ignorância e de desrespeito à sociedade. Desta forma, Linda, quando chega à civilização é rejeitada pela sociedade.

Seu filho John é recebido como algo aberrante, mas cria um fascínio estranho por suas impressões humanas e sensíveis entre os habitantes do “Admirável Mundo Novo”.

A sensibilidade e liberdade de pensamento que John expressa provoca um contraponto com a sociedade que eles acreditavam perfeita e muitos preferem partir para novas experiências. 
————————————————

1984: UMA METÁFORA TOTALITARISTA
ANA PAULA DENADAI GAGLIARDI – 2013

 INTRODUÇÃO 
 1
CAPÍTULO 1 – CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE A OBRA ………………….. 7
1.1 Sobre as influências …………………………………………………………………….. 7
1.2 Sobre o universo literário ……………………………………………………………… 10
1.2.1 Sobre o tripé do Ingsoc ………………………………………………………….. 16
1.3 Sobre o enredo …………………………………………………………………………… 19
CAPÍTULO 2 – A REPRESENTAÇÃO DO TOTALITARISMO EM 1984 ………. 31
CAPITULO 3 – A REPRESENTAÇÃO DA LINGUAGEM
TOTALITÁRIA EM 1984 …………………………………………………. 45
CONCLUSÃO ……………………………………………………………………………………… 59
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ……………………………………………………….. 62
INTRODUÇÃO
“War is peace.
Freedom is slavery.
Ignorance is strength.”



1984, p. 4, George Orwell.
Das citações mais recorrentes tiradas da obra de George Orwell de uma maneira geral, com certeza pode-se dizer que a epígrafe é o trecho mais famoso de 1984, seu último livro. As três afirmativas constituem os mais importantes slogans do
partido que está no poder dentro do universo criado pelo livro e pode revelar muito sobre os alicerces sobre os quais a narrativa é construída. Em um primeiro olhar superficial, a simples junção de termos tão opostos gera um desconforto e revela seu alto teor de pessimismo. Trata-se de uma construção de sentido paradoxal, como a empregada pela literatura barroca, mas sem o mesmo efeito de desestabilização poética. Com a proposta usual das utopias em projetar um deslocamento (no caso, temporal, para o futuro), 1984 retrata uma sociedade que chegou ao ponto de igualar termos usualmente associados ao campo semântico da positividade, como paz, liberdade e força, a termos associados à negatividade, como guerra, escravidão e ignorância, ou seja, o livro propõe um futuro decadente, totalitarista, que fecha, sufoca e massacra o ser humano a tal ponto que existe uma equivalência cotidiana entre positividade e negatividade. Por conta disso, essa obra de Orwell é classificada por alguns como uma distopia, juntamente com outras ficções que abordam questões similares como, por exemplo, Admirável mundo novo, de Aldous Huxley.
Para compreender a produção de tais distopias, é interessante olharmos para o momento histórico em que foram produzidas. E, ao fazê-lo, nos deparamos com um paradoxo histórico, como bem destaca Eric Fromm no posfácio de uma edição da Signet Classics para o próprio 1984. Houve uma mudança na representação literária que faz projeções sobre o futuro. Antes da Era Industrial, quando o homem não possuía meios suficientes para que todos tivessem as condições mínimas de sobrevivência e a exploração, a escravidão e a guerra tinham
justificativas econômicas palpáveis, o homem estava esperançoso e suas projeções literárias para o futuro eram, modo geral,
otimistas e enxergavam no desenvolvimento tecnológico e científico, na progressão dos debates políticos ou na evolução da própria sociedade meios para que os males do mundo fossem extintos.(…)

*leia mais em :
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:G6XTvXJvfowJ:www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/%3Fdown%3D55866+&cd=4&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?down=55866.


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Transgênicos e agrotóxicos: uma combinação letal

Expansão dos organismos geneticamente modificados fez aumentar o uso de defensivos agrícolas. Diversos estudos os relacionam ao crescimento da incidência de câncer
A expansão dos cultivos transgênicos contribuiu decisivamente para que o Brasil se tornasse, desde 2008, o maior consumidor mundial de agrotóxicos, responsável por cerca de 20% do mercado global do setor. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão vinculado ao Ministério da Saúde e responsável pela liberação do uso comercial de agrotóxicos, na safra 2010/2011 o consumo somado de herbicidas, inseticidas e fungicidas, entre outros, atingiu 936 mil toneladas e movimentou 8,5 bilhões de dólares no país. Nos últimos dez anos, revela a Anvisa, o mercado brasileiro de agrotóxicos cresceu 190%, ritmo muito mais acentuado do que o registrado pelo mercado mundial (93%) no mesmo período.(…)

http://reporterbrasil.org.br/2013/11/transgenicos-e-agrotoxicos-uma-combinacao-letal/


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