CAPOEIRA – MESTRE WALDEMAR DA PAIXÃO – ILHA DE MARÉ – 1955


https://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_Waldemar

Waldemar Rodrigues da Paixão (Ilha de Maré, 1916Salvador, 1990), mais conhecido como Mestre Waldemar, Waldemar da Liberdade ou Waldemar do Pero Vaz, é um mestre de capoeira baiano.

*via amigo César Muñoz Jiménez
https://www.facebook.com/mestrenenem/videos/10202728214192916/

CAPOEIRA – MESTRE WALDEMAR DA PAIXÃO – ILHA DE MARÉ – 1955

https://www.youtube.com/watch?v=zuqVuaV1ScQ





 Waldemar Rodrigues da Paixão 
(Ilha de Maré, 1916Salvador, 1990), mais conhecido como Mestre Waldemar, Waldemar da Liberdade ou Waldemar do Pero Vaz, é um mestre de capoeira baiano.

  1. Índice

    História

    A vida de Waldemar como capoeirista e mestre de capoeira começa na década de 1940, onde ele implanta um barracão na invasão do Corta-Braço, futuro bairro da Liberdade, onde joga-se capoeira e choquen pom todos os domingos, também ensinando na rampa do mercado na cidade baixa. Praticava uma diversidade de capoeira, dos mais lentos aos mais combativos, com afirmada preferência para os mais lentos[1] .
    Durante a década de 1950, a capoeira dele na Liberdade atrai acadêmicos, artistas e jornalistas. Os etnólogos Anthony Leeds em 1950 e Simone Dreyfus em 1955 gravam o som dos berimbaus. O escultor Mário Cravo e o pintor Carybé, também capoeiristas, freqüentam o barracão. Mais tarde, a maior parte dos renomados capoeiristas afirmam ter grande influência na capoeira de Waldemar, na de Mestre Cobrinha Verde do bairro de Nordeste de Amaralina até na de Mestre Bimba.
    De acordo com Albano Marinho de Oliveira (1956), o grupo da Liberdade começou a cantar longos solos antes do jogo (hoje chamados ladainhas). O próprio Waldemar reivindicou, em depoimento a Kay Shaffer, ter inventado de pintar o berimbau. A fabricação e venda para os turistas de berimbau foi uma fonte de renda para mestre Waldemar.
    Waldemar, como bom capoeirista, andou na sombra. Ficou discreto sobre suas atividades e breve em sua fala. Mal existem fotos dele antes de velho. Não procurou a fama e, apesar de seu notado talento de cantor e de tocador de berimbau, não integrou muito o mercado de espetáculo turístico. Também, a música que se escuta nas gravações de 1951 e 1955 é coletiva, sempre tendo, ao menos, um dialogo de dois berimbaus.
    Velho e impossibilitado de jogar capoeira e de tocar berimbau pela doença de Parkinson, Waldemar ainda aproveitou um pouco do movimento de resgate das tradições dos anos 1980, cantando em diversas ocasiões e gravando CD com Mestre Canjiquinha.
    Na Bahia existem um bairro e uma rua que recebem seu nome.

    Referências audiovisuais

    • Robatto Filho, Alexandre, Vadiação, filme, 1954.
    • Queiroz, Mércia; Ottoni, Ricardo, Em cena: Capoeira, IRDEB, 1984. Video.
    • Chagas, Raimundo & Silva, Wanda, Berimbau, Salvador:IRDEB, 1989; programa O Som dos Instrumentos; video.

    Gravações

    Por ordem cronológica

    • Leeds, Anthony (1925-1989), Sound recordings of Afro-Bahians, collected by A. Leeds, 1951-52. Archive of Traditional Music, Indiana University. Audio recordings and brief notes.
    • Dreyfus, Simone, Bahia, Brésil capoeira, 31 octobre 1955. Paris, CNRS/Musée de l’Homme. editado em disco LP Brésil n.2 Bahia, Paris:Musée de L’Homme MH16, 1956.
    • Paixão, Waldemar da, & Silva, Washington Bruno da, Mestre Waldemar e Mestre Canjiquinha, disco; 1986.

    Fotografias

    • Verger, Pierre (1902-1995), fotografias[2] .

    Livros

    • Abreu, Frederico, O Barracão de mestre Waldemar, Salvador:Zarabatana, 2003.
    • Amado Jorge, Bahia de todos os Santos, guia de ruas e mistérios, 1961:210. A primeira edição é de 1945. Jorge Amado atualizou o seu guia em 1960 e várias vezes nos anos 1970 e 1980, mudando as relaões da capoeira baiana. Waldemar sumiu da última edição, 1991.
    • Carybé, Hector Barnabó Paribe, dito, Jogo da capoeira, Salvador:Livraria Turista, 1951; Col. Recôncavo, nº3, p. 8.
    • Ott, Carlos B., Formação e evolução étnica da Cidade do Salvador: o folclore baiano, Salvador:Tipografia Manú Editora, 1955; pp. 151–152.
    • Pinto, Tiago de Oliveira, Capoeira, Samba, Candomblé. Afro-brasilianische Musik im Recôncavo, Bahia, Berlin:Dietrich Reimer Verlag, 1991; Abt. Musikethnologie VII, Neue Folge 52. Berlin, Staatliche Museen Preußischer Kulturbesitz. pp. 63–64, 245.
    • Rego, Waldeloir, Capoeira Angola, ensaio socio-etnográfico, Salvador:Itapoã, 1968, pp. 61, 279;
    • Shaffer, Kay, O Berimbau-de-barriga e seus toques, Rio de Janeiro:MEC, 1977 Monografias folclóricas 2, pp. 21–22, 26-27, 29, 35-37, 41, 47-48, 50, 52, 55.
    • Tavares, Odorico, Bahia Imagens da Terra e do Povo, ilustrado por Carybé (Heitor Barnabo Paribe); Rio de Janeiro:Civilização Brasileira, 3ª ed. 1961 4ª ed. 1964, pp. 177–178;

    Periódicos

    • Barbosa, Guilherme dos Santos , Capueira de Angola. A Personal View of a Capueira Master, The world of music 30, 1988(2):69-85.
    • Catunda, Eunice, Capoeira no Terreiro de Mestre Waldemar, Fundamentos—Revista de Cultura Moderna, São Paulo, 1952. [1]
    • Oliveira, Albano Marinho de, Berimbau, o arco musical da capoeira, Revista do Instituto Geográfico Histórico da Bahia, n°80, Salvador:IGHBa, 1956.

    Referências


  2. Capoeira palmares

  3. http://www.pierreverger.org esp Verger, Pierre (1902-1995)

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