AGROFLORESTA – VIDA EM SINTROPIA – PREPARO DO SOLO

 http://agendagotsch.com/



VIDA EM SINTROPIA 

https://www.youtube.com/watch?v=gSPNRu4ZPvE

Publicado em 2 de dez de 2015
Visit our channel on vimeo: https://vimeo.com/channels/agendagotsch

“Life in Syntropy” is the new short film from Agenda Gotsch made specially to be presented at COP21 – Paris. This film put together some of the most remarkable experiences in Syntropic Agriculture, with brand new images and interviews.

“Vida em Sintropia” é o novo curta do Agenda Gotsch. Uma edição feita especialmente para ser apresentada em eventos na COP21 em Paris, com um compilado de experiências expressivas em Agricultura Sintrópica. Imagens e entrevistas inéditas.



*via amigos Wilson e Guilherme

*ver mais aqui:
http://sarauxyz.blogspot.com.br/2016/01/agrofloresta-ernst-gotsch-e-milhoes.html
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http://gmc-creative.com.br/sintropia-somos-parte-de-um-sistema-inteligente/

Sintropia: somos parte de um sistema inteligente

Assuntos: Ciência e Tecnologia, , , , Data: 3 de janeiro de 2016 – 19:53 Autor: Regina do Couto

Vida em abundância

Modelo de sistema agroflorestal, a “Sintropia” ou Agricultura Sintrópica de Ernst Götsch, em Piraí do Norte, Baixo Sul da Bahia, está há 40 anos produzindo vida: percebendo a inteligência da floresta, a sucessão vegetativa e incluindo a produção de alimentos dentro da dinâmica florestal.
Ernst Götsch, 68, agricultor e pesquisador suíço, desenvolveu seus primeiros estudos sobre sistemas complexos de plantio na Suíça e na Alemanha, na década de 1970, trabalhando com consórcio entre espécies e experimentação de associações não tradicionais na época. Assim, dos clássicos milho com feijão, surgiram trigo com ervilha, com framboesa, com maçã e com cereja.

Do sucesso dos seus experimentos e da percepção sobre a organicidade e cooperação entre as espécies dos cultivares, assim como Catie e Capra, desenvolveu os princípios do pensamento da Sintropia em cima da abordagem sistêmica e dos Sistemas Agroflorestais Sucessionais.

Depois de realizar trabalhos de recuperação de solos com implantação de Sistemas Agroflorestais produtivos na Costa Rica, Ernst migrou para o Brasil no começo da década de 1980, estabelecendo-se na Microrregião do Baixo Sul da Bahia.

Em Piraí do Norte, adquiriu 500 hectares de terras degradadas, a Fazenda Fugidos da Terra Seca. Eram terras improdutivas pelas práticas de corte de madeira, formação de pastagens pelo fogo, ciclos repetidos de cultivo de mandioca em encostas e criação de suínos nas baixadas.

Hoje, 40 anos depois da utilização de técnicas de recuperação de solos com métodos de plantio que imitam a regeneração natural de florestas, a “Fazenda Olhos d’Água”, como se chama atualmente, é um modelo de viabilidade da produção de alimentos integrada à dinâmica das florestas.


Sintropia – Ernst Götsch – curso Agroflorestas – Olhos D’água

Partindo dos sistemas mais simples aos mais complexos, este conjunto de princípios e técnicas constitui a Agricultura Sintrópica de Götsch.

As técnicas promoveram a recomposição de 410 hectares de Floresta Atlântica, dos quais, 350 hectares foram transformados numa Reserva Particular do Patrimônio Natural e 120 hectares em Reserva Legal.

Sintropia: a vida não conhece tempo, conhece fluxo

Com alta produtividade em grande variedade de espécies vegetais, especialmente o cacau e a banana, a pupunha e o açaí, a recuperação da mata com todas as características de flora e fauna, cerca de 14 nascentes e 7 córregos, a área influencia o clima da Microrregião e o ambiente do entorno.

Além da recuperação de áreas degradadas e dos estudos de sistemas de produção em unidades agroflorestais, a Agricultura Sintrópica envolve técnicas de implantação e manejo mecanizado, produção de hortifrutigranjeiros e grãos, prática da pecuária e produção de madeira com baixos insumos.(…)
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Biografia – Ernst Gotsch

Por Dayana Andrade

Mudar o ponto de vista pode ser uma atitude aparentemente simples, mas foi sempre ela que alavancou as transformações mais revolucionárias de que temos notícia.
Tomemos como exemplo um cientista, dedicado ao melhoramento genético, que buscava nas plantas forrageiras – seu objeto de estudo – genótipos que fossem mais resistentes às doenças. Imaginemos agora esse mesmo cientista parar, num determinado momento, para se perguntar se a resposta que buscava não poderia vir do caminho oposto ao que seguia. “Será que não conseguiríamos maior resultado se procurássemos modos de cultivo que proporcionassem condições favoráveis ao bom desenvolvimento das plantas, ao invés de criar genótipos que suportem os maus-tratos a que as submetemos?” Gotsch. Assim germinava o pensamento sobre Agricultura Sintrópica, dentro da pesquisa e da vida de Ernst Gotsch, suíço nascido em 1948.
Na década de 70, Götsch desenvolve seus primeiros estudos sobre sistemas complexos de plantio, em áreas no norte da Suíça e no sul da Alemanha. Sempre buscando o caminho dos consórcios entre espécies, testou, por exemplo, as antigas tradições de plantação de milho junto com feijão, mas também experimentou novas associações como trigo e ervilha ou framboesa, maçã e cereja, entre outras. Do sucesso das colheitas começa a surgir a ideia de organismo. Da ideia de organismo viria a da cooperação e, dali, a ideia da sucessão, dos sistemas, e tantos outros conceitos que fundamentam a filosofia e a técnica deste agricultor e pesquisador, no sentido mais orgânico dos termos.(…) *ler mais em:

 

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Sintropia


A sintropia, também designada negentropiaentropia negativa, é o contrário de entropia (que é a medida do grau de desorganização do sistema), ou seja, mede a organização das partículas do sistema. Um elemento negentrópico é aquele que contribui para o equilíbrio e para o desenvolvimento organizacional. A sintropia é um princípio simétrico e oposto ao de entropia física.
Enquanto a entropia é a medida da desordem ou da imprevisibilidade da informação, a sintropia é a função que representa o grau de ordem e de previsibilidade existente num sistema.
O processo de formação da palavra negentropia é semelhante ao da palavra negócio, que contém a ideia de negação de ócio. Quem tem um negócio é aquele que não quer ficar no ócio.
A teoria da entropia é medir a degradação de energia que ocorre em um sistema de acordo com a segunda lei da termodinâmica e o fato de que em qualquer mudança física nem toda a energia que está no sistema inicial e que constitui o corpo é encontrado no sistema e na constituição do corpo final. De fato, alguma energia é absorvida no trabalho necessário para o processamento, e grande parte desta é dissipada na forma de calor.
Um exemplo de entropia é a iluminação fornecida por lâmpadas incandescentes, em que nem toda a eletricidade (energia) usada é convertida na forma de luz (energia útil), mas uma parte se perde na forma de calor (energia inútil para a iluminação). O princípio da entropia, inicialmente previsto pelo físico alemão Rudolf Clausius, leva à conclusão de que, em última análise, devido ao fato de haver mais geração de energia inútil (na forma de calor) nos trabalhos necessários para os processos físicos de transformação, o universo acabará dissipando toda sua energia na forma de calor.
O princípio da Sintropia (ao qual a entropia está intimamente ligada, dentro de cada sistema do universo, até mesmo os cibernéticos, vivos ou não) faz com que sua existência seja preservada apesar da entropia nesse mesmo sistema. É um processo que opõe-se à perda de energia, e desorganização através de uma injeção de novas energias geradas a partir deste mesmo processo ou de outros, de fora do sistema, e muitas vezes energia inútil nestes.
Um exemplo de sintropia é o metabolismo de organismos vivos em que, para enfrentar o catabolismo que leva ao consumo e destruição do tecido do organismo para viver, exerce o anabolismo, que reconstitui os tecidos através da ingestão de alimentos ou seja, substâncias retiradas do mundo exterior ao organismo/sistema.
Um sistema é cibernético quando processa informações e é capaz de ajustar seu próprio funcionamento automaticamente ao processar as informações (feedbacks) vindas de dentro e de fora do próprio sistema. Alguns exemplos de sistemas cibernéticos são organismos vivos, máquinas automáticas, instituições, etc. A sintropia é um princípio cibernético de organização, de unificação, ao contrário do da entropia, que é o da desorganização, da desintegração. Existe a entropia (perda, desorganização) e a sintropia (ganho, organização) no âmbito da termodinâmica (energia) e da cibernética (informação).
Entropia é a tendência dos sistemas cibernéticos de se desorganizarem, perdendo energia e informação e rumar para a autodestruição. Sintropia é a programação dos sistemas cibernéticos para se organizarem e reorganizarem de modo a manter ou repor energia e informação visando a preservar sua configuração e existência, um programa de auto-preservação.
O princípio da Sintropia primeiro foi afirmada pelo matemático italiano Luigi Fantappiè e depois foi retomada e continuou com contribuições de vários outros especialistas independentes, inclusive Salvatore Arcidiacono, Leonardo Sinisgalli e Albert Szent-Györgyi.
Segundo Ilya Prigogine (Prémio Nobel da Química em 1977), flutuações ao acaso podem dar origem a formas mais complexas, a partir de grandes perturbações em um sistema, as quais podem dar início a mudanças importantes, tornando o sistema altamente frágil (aumento da desorganização – entropia). Pode surgir então uma súbita reorganização para uma forma mais complexa (aumento da ordem – sintropia). As perturbações em um sistema são a chave para o crescimento da ordem. Isso seria uma forma de explicar, por exemplo, o surgimento de vida nos planetas. As configurações da natureza interagem com o ambiente local, consumindo energia dele proveniente e fazendo retornar a ele os subprodutos dessa utilização de energia. Os sistemas aumentam a sua desordem para que possa haver mais organização – as desorganizações do sistemas resultam em maior ordem – maior sintropia.
A sintropia é considerada uma hipótese científica, não ainda uma teoria. Alguns a consideram uma hipótese que já foi descartada, enquanto outros a defendem como necessária para explicar a existência da vida e do próprio Universo.

Uso do conceito de Sintropia na Filosofia e na Religião

Na falta de conceitos científicos que comprovassem racionalmente deste fenômeno, os povos antigos davam à sintropia um significado místico e sobrenatural, e muitas vezes uma qualidade divina e metafísica…
Isto ocorreu com o Princípio Aiki, que aliás foi o termo japonês para explicar a sinergia (maximização de resultados) gerada nos processos sintrópicos que ocorreram dentro de algumas artes marciais ao longo da história.
Normalmente nos períodos de guerra é que novos avanços tecnológicos e científicos ganham fôlego e evoluem a um ritmo espantoso. Pois é justamente nestes ambientes de caos, destruição e batalhas sangrentas que, desafiando todos os prognósticos, surgem as grandes descobertas que catapultam o desenvolvimento humano para novos níveis de conforto, segurança e conhecimento.
Este paradoxo também ocorreu, ocorre e continuará ocorrendo nas artes marciais aprimoradas no contexto militar e esportivo, bem como na natureza, nas relações em contínua evolução dos predadores X presas e dos parasitas X hospedeiros.
O princípio da Sintropia também é usado pela filosofia espiritualista para dizer que o ser humano (corpo + mente) não morre entrópica da deterioração de seu corpo, mas sobrevive à morte como um espírito para o rácio de energia espiritual.

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 PREPARO DO SOLO



https://vimeo.com/111102961

Neste episódio, Ernst Götsch discute os malefícios do fogo no preparo da área para a plantação – prática comum em situações como aquela. A matéria orgânica resultante da roçagem é organizada em ninhos que, nos próximos episódios, receberão o conjunto de sementes e mudas. Solo coberto e protegido é o primeiro dos passos do sistema de Ernst Götsch que garantem a fertilidade do solo. Sucessão de espécies, consórcios complexos e dinâmica de podas irão, em pouco tempo, promover a transformação e a formação de terra mais fértil do que a inicialmente encontrada.
Entender o solo como um recurso fundamental para a manutenção da vida foi o trabalho do geólogo americano David R. Montgomery. Abaixo reproduzimos trechos de seu livro “Dirt – The erosion of Civilizations”.
“O duplo problema da degradação e erosão do solo tem atormentado a humanidade desde o advento da agricultura. (…)
Ao observar a história da agricultura pelo viés geológico, percebi que há um efeito bumerangue – a maneira como tratamos o solo determina como a solo irá nos tratar, e por quanto tempo. Também notei que nós podemos evitar o destino comum às antigas civilizações desde que nós não repitamos sua grande loucura de despir o solo fértil a uma taxa insustentável. Infelizmente, isso é exatamente o que nós estamos fazendo, só que dessa vez em uma escala global. (…)
Vida produz solo. Solo produz mais vida. Em linhas gerais, essa é a história do último meio bilhão de anos. A evolução das plantas e o advento da vida alimentaram o solo e o solo, em contrapartida, alimentou mais e maiores plantas que nutriram comunidades cada vez mais complexas de animais. Vida e solo eram parceiros até a agricultura moderna mudar esse jogo. Por quanto tempo poderá a agricultura moderna nos sustentar quebrando a ligação entre solo e vida? Considerando qualquer escala de tempo geologicamente significativa, uma civilização agrícola que degrada seu solo será transitória – não pode durar se destrói sua própria fundação.”
Na contramão deste cenário, dentro dos sistemas produtivos manejados em sua fazenda, Ernst Götsch relata um aumento anual de 2 a 3cm da camada superficial do solo. Uma boa notícia para aqueles que, como Montgomery, se preocupam com a terra logo abaixo de nossos pés.




INÍCIO 


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