NIETZSCHE – "NOBRES E ESCRAVOS"

(…)Nobre e escravo são símbolos psicológicos que representam as disposições afetivas e axiológicas de uma pessoa perante o seu modo de agir cotidianamente em suas interações com o mundo circundante.
Nessas condições, uma pessoa manifesta uma qualidade “nobre” pela sua capacidade de fazer prevalecer na sua existência os afetos que favorecem a ampliação de sua força vital, de sua vontade requalificando os afetos decadentes (ódios, raiva, medo e, etc.) em afetos psicofisiologicamente saudáveis que estimulam a superação dos limites da vitalidade do seu corpo.
Já a tipologia “escrava” por sua vez, representaria a disposição psicológica de um indivíduo que deixa prevalecer na sua vida os afetos decadentes, que impedem uma compreensão positiva da existência (que é pautada na afirmação da potência criativa).

Dessa forma, a valoração “escrava” [9] motiva a repressão da vitalidade fisiológica, fato que mitiga a capacidade do indivíduo para agir criativamente ao longo de sua existência, vilipendiando então tudo aquilo que coadune com os aspectos da saúde e da força como estados deploráveis do ponto de vista da consciência moral. As ideias de “nobre” e “escravo” [10] em Nietzsche se antagonizam.
O ressentimento não se pauta em relações dualistas de forças vitais, como se houvesse uma personalidade que pudesse ser denominada como “forte ou fraca”.
O tipo psicológico considerado “forte” ou “nobre” quando consegue prevalecer as suas valorações ativas sobre as reativas e decadentes essa circunstância que denota a confluência das duas disposições vitais no seu organismo já a tipologia da “fraqueza” denota a predominância das valorações depressivas e as reativas sobre as forças fortes, criativas, expansivas e assimiladoras, motivando assim o empobrecimento da capacidade interativa daquele que é afetado por tal disposição.
A moral dos senhores e a moral dos escravos são diametralmente opostas[11] principalmente sobre as condutas pelos quais os seus respectivos enfoques axiológicos sobre a complexidade das relações das suas forças vitais.
A rebelião[12] escrava na moral começa quando o próprio ressentimento se torna criador e gera valores; o ressentimento dos seres aos quais é negada a verdadeira reação, a dos atos, e que apenas por uma vingança imaginária[13] obtêm reparação.
Enquanto toda a moral nobre nasce de um triunfo, já a moral escrava[14] refere-se a um “não-eu” e, este não é seu ato criador.(…)

*ler na íntegra em :
http://giseleleite2.jusbrasil.com.br/artigos/276498137/a-etica-tragica-de-nietzsche

*ver mais frases e graffitis aqui:
http://sarauxyz.blogspot.com.br/2015/09/frases-e-muros.html




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