A TOLICE DA INTELIGÊNCIA BRASILEIRA – como o País se deixa manipular pela elite


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A TOLICE DA INTELIGÊNCIA BRASILEIRA – como o País se deixa manipular pela elite – 

Autor: SOUZA, JESSE


**** Todos os dias indivíduos normalmente inteligentes e classes sociais inteiras são feitos de tolos para que a reprodução de privilégios injustos seja eternizada entre nós.

Para enxergar com clareza nosso real lugar no mundo, é fundamental compreender como nossa elite intelectual submissa à elite do dinheiro construiu uma imagem distorcida do Brasil de modo a disfarçar todo tipo de privilégio injusto.

Os poucos que hoje controlam tudo precisam desse “exército de intelectuais” do mesmo modo como os coronéis do passado precisavam de seu pequeno exército de cangaceiros.

Com uma abordagem teórica e histórica inédita, este livro oferece um caminho para devolver ao brasileiro a possibilidade de compreender as reais contradições de sua sociedade.

Nos bolsos do 1% mais rico da população brasileira, está o resultado do trabalho dos 99% restantes. E assim é há muito tempo, diante do olhar passivo de toda a população. Se a maioria subjugada raramente levanta a voz contra esse estado de coisas, é porque a violência física que antes permitia uma desigualdade tão grande e uma concentração de renda tão grotesca foi substituída, no Brasil formalmente democrático de hoje, por uma espécie de “violência simbólica”, que se disfarça em convencimento pelo melhor argumento.

Ao dominarem todas as estruturas do poder, da informação e da inteligência, os privilegiados monopolizam os recursos que deveriam ser de todos e abrem caminho para a exploração do trabalho da imensa maioria sob a forma de taxa de lucro, juros, renda da terra ou aluguel. Tamanha violência simbólica só é possível pelo sequestro da inteligência brasileira em prol desse 1% mais rico, que passa a monopolizar os bens e recursos escassos, sejam materiais ou ideais.

Em vez de apontar para as causas reais da concentração da riqueza social e para a exclusão da maioria, essas concepções de intelectuais servis ao poder nos levam a acreditar que nossos problemas advêm da “corrupção apenas do Estado”, levando a uma falsa oposição entre o Estado demonizado, tido como ineficiente e corrupto, e um mercado visto como reino de todas as virtudes.

Como as falsas contradições estão sempre no lugar de contradições reais, este livro é um apelo à inteligência viva dos brasileiros de modo a desvelar os mecanismos simbólicos que possibilitam a reprodução de uma das sociedades mais desiguais e perversas do planeta.

http://www.livrariacultura.com.br/p/a-tolice-da-inteligencia-brasileira-46112375?id_link=13574&gclid=CLSBhqOohMsCFcaAkQodZF8PCw#

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A Tolice da Inteligência Brasileira: como o País se deixa manipular pela elite

(…) O {mundo social} não é transparente aos olhos de imediato. Entre os olhos e a realidade há uma [venda] que é a ideologia. [Venda] pode ser vista como faixa de pano com que se cobrem os olhos ou como uma metáfora para a ação de {{não perceber o que se passa}}. [Venda] é também o ato de alguém que se deixa subornar por dinheiro ou vantagem. Não é o caso do nossos {intelectuais midiáticos} que servem à manutenção dos privilégios sociais?

{{Por que o interesse em “mentir” sobre como o mundo social realmente é?}} Os ricos e felizes, em todas as épocas e em todos os lugares, não querem apenas ser ricos e felizes. Querem ter a consciência limpa por saber que têm ((direito exclusivo à riqueza e felicidade)). Isso significa que o {{privilégio}} – mesmo o injusto que se transmite por herança – necessita ser “legitimado”, ou seja, aceito mesmo por aqueles que foram excluídos de todos os privilégios.

(…) A tese central deste livro de Jessé Souza, A Tolice da Inteligência Brasileira (São Paulo; LeYa; 2015), é que tamanha “violência simbólica” só é possível pelo sequestro da “inteligência brasileira” para o serviço não da imensa maioria da população, mas sim do 1% mais rico. Isso que possibilita a justificação, por exemplo, de que os problemas brasileiros não vêm da extraordinária concentração de riqueza, mas sim da “corrupção do Estado”, levando a uma falsa oposição entre Estado demonizado e mercado virtuoso.

Não existe fortuna de brasileiro que não tenha sido construída de maneira independente de financiamentos, infraestrutura e privilégios concedidos pelo Estado nem corrupção de agentes estatais sem conivência e estímulo de participantes do Mercado, especialmente de carteis.

Souza afirma que “indivíduos e classes sociais têm que, efetivamente, ser feitos de ‘tolos’ para que a reprodução de privilégios tão flagrantemente injustos seja eternizada. Daí ser fundamental compreender como intelectuais e especialistas distorcem o mundo para tornar todo tipo de privilégio injusto em privilégio merecido ou, na maior parte dos casos, privilégio invisível enquanto tal”.

(…) Outro exemplo seria reconhecer que tanto os sacerdotes quanto os cientistas assumem o mesmo papel de pregadores (tais como pregam os economistas na mídia em permanente defesa do livre-mercado e acusação do Estado regulador) pertencentes à casta dos sábios.

Como Souza mesmo reconhece, “afinal, a ‘ciência’ – e os cientistas e especialistas que a incorporam – é, atualmente, quem herda os ‘prestígio’ das grandes religiões do passado e diz o que é certo e o que é errado. Não existe notícia em jornal ou TV que não necessite do ‘aval’ de um especialista”.

https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2016/01/17/a-tolice-da-inteligencia-brasileira-como-o-pais-se-deixa-manipular-pela-elite/

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‘A desigualdade é mais grave que a corrupção’

Em novo livro, sociólogo e presidente do Ipea critica cientistas e classe média tradicional

http://oglobo.globo.com/economia/a-desigualdade-mais-grave-que-corrupcao-18054916#ixzz40dONoT00

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Nesta segunda (16/11), a partir das 23h, na TV Brasil, no programa Brasilianas.org, Jessé de Souza concede entrevista exclusiva ao apresentador Luis Nassif. O sociólogo e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), principal think tank brasileira, está à frente de uma pesquisa inédita que promete traçar um retrato das diferentes classes sociais no país, chamada de “Radiografia do novo Brasil moderno”.

Jessé de Souza é formado em direito e mestre em sociologia pela Universidade de Brasília, com doutorado, livre docência e pós-doutorado em importantes universidades da Alemanha e Estados Unidos, dentre elas a New School for Social, de Nova York.

Nesta entrevista o professor vai falar, ainda, dos principais pontos do seu novo livro “A tolice da inteligência brasileira”, que será lançado nos próximos dias. Na obra, ele desenvolve de forma mais profunda a defesa, que vem fazendo já há alguns anos, de que a classe média brasileira é reduzida, não englobando os 40 milhões de brasileiros que ingressaram no mercado de consumo na última década. Em outras palavras, para Jessé, as classes não podem ser compreendidas apenas pelo poder econômico ou pelo acesso ao consumo, mas a partir de uma análise mais ampla, que inclui acesso à educação, cultura entre outros fatores de acesso a conhecimento e serviços de qualidade.

http://tvbrasil.ebc.com.br/brasilianas/episodio/brasilianasorg-recebe-presidente-do-ipea-jesse-de-souza


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