JUNHO: POTÊNCIA DAS RUAS E DAS REDES

JUNHO: POTÊNCIA DAS RUAS E DAS REDES

O periodista Bernardo Gutiérrez envia pelo Facebook:
http://library.fes.de/pdf-files/bueros/brasilien/11177-20150226.pdf


Sumário 

09 INTRODUÇÃO Junho está sendo Xs organizadores
23 01 Belo Horizonte A cavalaria andou de ré Francisco Foureaux
45 02 Brasília Poéticas Públicas Jul Pagul
63 03 Curitiba Junho de 2013 desde Curitiba: a juventude
  em rede nas ruas Michele Torinelli
79 04 Florianópolis Das Redes às Ruas: junho em
    Florianópolis Fernando J. C. Bastos Neto
97 05 Fortaleza #OcupeOCocó Valéria Pinheiro
121 06 Porto Alegre O antes, o durante e o depois das mobilizações de 2013 em
     Porto Alegre: A força das ruas e seus desafios Lorena Castillo
135 07 Recife Nem solitárias, nem amargas: a luta pelo direito à cidade para e pelas
     pessoas – O caso do #OcupeEstelita
    Érico Andrade, Liana Cirne Lins e Frida Lemos (colaboração)
157 08 Rio de Janeiro Junho Preto: Favelado ocupando as ruas Thamyra Thâmara
177 09 São Luís Jornadas de Junho no Maranhão: as ruas e as redes como
      espaço da reivindicação Cláudio Castro e Bruno Rogens
201 10 São Paulo Revolta popular: o limite da tática Caio Martins e Leonardo Cordeiro
219 11 São Paulo Uma visão parcial como Advogado Ativista Daniel Biral
233 12 Vitória Ponte interditada por manifestantes Haroldo Lima







JUNHO: POTÊNCIA DAS RUAS E DAS REDES

•  Alana Moraes é mestre e doutoranda em antropologia pela UFRJ. Interessada em cosmopolíti-
cas subalternas. Militante feminista e das ruas.
 

•  Bernardo Gutiérrez é jornalista, escritor, mídia-ativista e pesquisador de redes. É o autor dos
livros ‘Calle Amazonas’ (Altaïr, Barcelona) e ‘#24H’ (Dpr-Barcelona), É o fundador da rede FuturaMedia.
net, baseada em São Paulo, e forma parte da Global Revolution Research Network (GRRN) da Universitat
Oberta de Catalunya (UOC).
 

•  Caio Martins é militante do Movimento Passe Livre de São Paulo e estuda História na USP.
 

•  Bruno Rogens é professor, Bacharel e Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal do
Maranhão. Integrante do Projeto Software Livre – Maranhão. Militou no MPL-São Luís. E-mail: brunoro-
gens@gmail.com.
 

•  Cláudio Castro é graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão,
especialista em Jornalismo Cultural, também pela UFMA, e mestre em Políticas Públicas – UFMA. E-Mail:
c.ccastro@uol.com.br.
•  Daniel Biral é advogado ativista.
•  Érico Andrade  é doutor em filosofia pela Sorbonne. Prof. de ética e epistemologia da UFPE.
Membro da diretoria da Associação de pós-graduação de filosofia do Brasil (ANPOF).
•  Fernando J. C. Bastos Neto  é formado em Direito pela Universidade Federal de Santa
Catarina, também criou no facebook o evento convocatório para a manifestação do dia 18 de junho de
2013, na cidade de Florianópolis.
•  Francisco Foureaux  é historiador e mineiro.
•  Frida Lemos é estudante de Urbanismo Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Ativista
do Movimento Ocupe Estelita.
•  Haroldo Lima  é jornalista e membro do coletivo Foi à Feira. Mestrando no Programa de Pós-
-Graduação em Psicologia

 * Henrique Parra  é sociólogo e professor do Departamento de Ciências Sociais da
Universidade Federal de São Paulo, onde coordena o Pimentalab – Laboratório de Tecnologia,
Política e Conhecimento: http://blog.pimentalab.net.
•  Hugo Albuquerque  é advogado, blogueiro e mestrando em Direito pela PUC-SP.
•  Jean Tible  é diretor de projetos da Fundação Friedrich Ebert e professor de relações in-
ternacionais da Fundação Santo André. Autor de Marx selvagem (São Paulo, Annablume, 2013).
•  Jul Pagul  é bastante ingrata com o patriarcado, maníaca diversiva (incurável!), gosta
da rua, da noite e de justiça social. Curte meninos e meninas, liberdade e afeto, antenas e
transmissores livres. Refoga rodas de samba e capoeira angola. Exibe e distribui filmes gratui-
tamente. É mãe solteira e cuida de uma cachoeira nas horas vagas. Cria e atua a favor da vida
das mulheres, de preferência em coletivo.
•  Leonardo Cordeiro  é integrante do Movimento Passe Livre de São Paulo.
Além da militância, toca percussão, dá aulas de música e estuda filosofia na USP.
•  Liana Cirne Lins  é mestra e Doutora em Direito. Professora da Faculdade de Direito do
Recife e do Mestrado em Direitos Humanos da UFPE. Membro da Comissão de Meio Ambiente –
OAB/PE. Ativista do grupo Direitos Urbanos. Advogada e ativista do Movimento Ocupe Estelita.
•  Lorena Castillo  é militante da Federação Anarquista Gaúcha (FAG).
•  Michele Torinelli  é comunicadora, caminhante e ativista. Atualmente, é mestranda
em Sociologia na UFPR na linha de Cultura, Comunicação e Sociabilidades sob a temática
Juventude: Cultura e Participação.
•  Salvador Schavelzon  é antropólogo. Professor e pesquisador na Universidade Federal
de São Paulo. Autor de El Nacimiento del Estado Plurinacional de Bolivia (2012, disponível
na biblioteca virtual CLACSO). Interessado em cosmopolítica e política pós-republicana, não
representacional.
•  Thamyra Thâmara é jornalista, mestranda em cultura e territorialidade pela Universi-
dade Federal Fluminense -UFF e integrante do coletivo Ocupa Alemão.
•  Valéria Pinheiro  é militante do movimento de moradia, componente do Comitê Popu-
lar da Copa e apoiadora do OcupeCocó.

INTRODUÇÃO
1 Essa introdução foi escrita de forma coletiva por Alana Moraes, Bernardo Gutiérrez, Henrique Parra,
Hugo Albuquerque, Jean Tible e Salvador Schavelzon no PAD https://junhoestasendo.titanpad.com/1=.


Em uma Era na qual a morte de quase tudo – de deus até a filosofia,
dos heróis às celebridades do momento – é decretada, antecipada ou
mesmo inventada, a História dificilmente passaria incólume: ela teria
encontrado o seu desfecho com a queda do muro. Fim de papo, agora nos
restava carregar o seu pesado caixão, em um caminho único, até uma cova
bem rasa. Com a História, morriam juntos, no mesmo incidente, a utopia, o
porvir e o horizonte. Mas tal como ocorreu com Mark Twain, os boatos sobre
sua morte se mostraram um exagero.
Já nos anos 1990, o ciclo de lutas antiglobalização dera mostras de que não
era bem assim. Outros mundos eram possíveis e, acima de tudo, desejados.
No começo do século XXI, as manifestações antiguerra também interroga-
vam os caminhos que se apresentavam como inevitáveis. A crise financeira
de 2008 nos EUA e na Europa e os diversos protestos e movimentos que aí
germinaram; os levantes da Primavera Árabe, dos Occupy, as largas mani-
festações na Rússia nos fins de 2011, as manifestações espanholas e gregas e
uma miríade de outros processos multitudinários indicariam um novo ciclo
em relação aos conflitos do final do século XX. Quais as continuidades e rup-
turas? Quais são os repertórios, as formas de organização, as reivindicações e
concepções políticas em jogo? Quais as disrupções?
O Brasil, no fim das contas, dificilmente ficaria ilhado. Depois de um ci-
clo de ascensão democrática e popular ímpar na história do país, marcada por um processo sem precedentes de inclusão socioeconômica na década
de 2000, as transformações selvagens que abalaram as estruturas do Brasil
passaram a ser enquadradas por uma política gerencial, com preocupações
quase que exclusivamente econômicas – as quais se encontram delineadas
na forma do “desenvolvimentismo”. Nessa esteira, um ar de imutabilidade
capturava nossas imaginações políticas e uma inércia tomava cada vez
mais as nossas vidas.
Foi por muito pouco – aparentemente “apenas” por alguns centavos –
que o copo transbordou. O baixo valor objetivo tinha uma enorme, e igno-
rada, dimensão subjetiva. A névoa de normalidade e estabilidade plena se
desfez. A revolta contra o aumento da passagem traduzia naquele momento,
em um só golpe, formas elementares de opressões e cerceamentos da vida
cotidiana que já não nos dávamos conta: mobilidade, acesso à cidade, a ne-
cessidade de ocupar as ruas, de nos afetar com os encontros, de exigirmos
uma distribuição radical das terras latifundiárias da política. A explosão
veio quando as manifestações metropolitanas, iniciadas em capitais como
Natal, Porto Alegre e Goiânia se viram em meio a levantes contra os rea-
justes tarifários do transporte público e se espalharam para outras cidades
como São Paulo e Rio de Janeiro.(…) 

*ler na íntegra em :
http://library.fes.de/pdf-files/bueros/brasilien/11177-20150226.pdf








INÍCIO 


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