HANNAH ARENDT E MARTIN HEIDEGGER – ELA JUDIA; ELE, NAZISTA


* 28 de abril de 2016, fará um ano que Antonio Abujamra morreu.

Teatro: Heidegger e Hannah Arendt, Uma Informação Sobre a Banalidade do Amor

31 de março de 2011

https://riocult.wordpress.com/2011/03/31/teatro-heidegger-e-hannah-arendt-uma-informacao-sobre-a-banalidade-do-amor/

A peça “Uma Informação Sobre a Banalidade do Amor – Uma Obra em Cinco Encontros” faz a sua estréia nacional na CAIXA Cultural em curtíssima temporada. Dirigida por Antonio Abujamra, é interpretada por ele mesmo na companhia de Tatiana de Marca. Abujamra também é o responsável pela tradução e adaptação do texto do argentino Mario Diament.

A peça busca explorar o diálogo em todo seu potencial pra retratar a complexa e complicada relação de amor entre os filósofos Martin Heidegger e Hannah Arendt. A relação de professor/aluna, o envolvimento de Heidegger com o nazismo e as teses de Arendt, que era judia, sobre o totalistarismo, a esposa e o filhos de Heidegger, a relação deles no pós-guerra… são todos elementos desse quebra-cabeças. Estou curioso pra saber como serão exploradas na peça as diversas possibilidades que o tema oferece!

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http://revistacult.uol.com.br/home/2010/03/ela-judia-ele-nazista/

Ela judia; ele, nazista

 

Talvez a melhor definição para o estado da relação teórica e afetiva de Hannah Arendt e Martin Heidegger esteja contida em uma pequena nota, na qual ela dizia que havia “permanecido fiel e infiel, ambas as coisas com amor”

Uma das relações emocionalmente mais controversas entre intelectuais definitivos para o pensamento e a história do século passado foi a dos filósofos Martin Heidegger e Hannah Arendt. Os dois se conheceram na Universidade de Mar-burg, em 1924, quando ela era uma jovem estudante de 18 anos, e ele, um professor de destaque. Um dos pensadores mais influentes do século 20, Heidegger ficou marcado também por sua ligação com o regime nazista, enquanto Arendt, judia, dedicou boa parte de sua importante obra ao estudo de regimes totalitários. Para André Duarte, professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Paraná e autor de O pensamento à sombra da ruptura (Paz e Terra), no qual analisa o pensamento arendtiano, apesar da importância de Heidegger para Arendt, é um erro mostrá-la como alguém intelectualmente dependente.
CULT – Em Origens do totalitarismo, Arendt confronta Heidegger, uma vez que temas importantes no livro são o anti-semitismo (Heidegger foi acusado de perseguir alunos e professores judeus enquanto fora reitor na Universidade de Freiburg) e a comparação do nazismo com o comunismo stalinista?
André Duarte –
Não, Heidegger não é o alvo de Origens do totalitarismo, pois o que está em questão ali é a dura tarefa de compreender aquilo que Arendt denominou como o “mal absoluto” de nosso tempo, como um fenômeno de ruptura em relação à tradição política, moral e filosófica do Ocidente; em suma, como a novidade radical do presente. A questão decisiva para ela era como compreender o surgimento, no século 20, de uma forma de dominação que não pode ser adequadamente considerada como uma versão mais violenta das ditaduras, tiranias ou despotismos já conhecidos. Quer dizer, o assunto era por si só decisivo e a investigação do anti-semitismo e das identidades estruturais entre o nazismo e o stalinismo se impôs por si própria, sem que ela necessitasse tomar a Heidegger como alvo para um acerto de contas ou confronto. Aliás, fosse esse o caso, ela não teria titubeado em mencioná-lo expressamente. O que não quer dizer que Heidegger, assim como tantos outros intelectuais respeitáveis da antiga Alemanha de Weimar, que rápida e entusiasticamente aderiram ao novo regime, não sejam implicitamente mencionados em certas passagens do livro. Por exemplo, quando Arendt descreve a estranha e temporária aliança que se formou entre a intelectualidade alemã, em seu repúdio vanguardista contra os princípios e valores morais da socie-dade burguesa, denunciados em sua hipocrisia, e os piores e menos respeitáveis elementos daquela mesma sociedade, denominados por ela como a ralé. Quanto à denúncia de que Heidegger odiasse e prejudicasse a alunos e professores judeus, ela é de fato mencionada na última carta que Arendt escreveu a Heidegger, logo depois de assumida a Reitoria da Universidade de Freiburg, em 1933. Heidegger respondeu-lhe ponto por ponto, negando veementemente tais acusações. Depois disso, eles só voltariam a se relacionar a partir de 1949.

CULT – Arendt explora as relações de Heidegger com o nazismo em sua obra ou ela busca referências apenas em seu pensamento e não em suas convicções políticas? Aliás, é possível separar isso em Heidegger? O pensador e autor do adepto do nazismo?
A.D. –
Com relação à segunda pergunta, não creio que seja possível dissociar o pensamento de Heidegger de suas posições políticas: fazê-lo significaria negar-lhe o caráter intrinsecamente situacional e incorrer em erro. Ademais, foi por motivos teóricos que Heidegger assumiu o Reitorado de Freiburg e não por desejo de poder ou por ser um racista convicto. A esse respeito, poucos se recordam de que Jaspers elogiou o discurso do reitorado de Heidegger e a sua própria decisão de assumir o cargo, sob o pretexto de que ao menos assim se preservaria a autonomia da universidade alemã. Contudo, e essa ressalva é fundamental, afirmar que Heidegger assumiu suas posições políticas a partir de certas considerações teóricas não quer dizer que a filosofia de Heidegger seja totalitária! É preciso entender sob quais impulsos propriamente teóricos se operou tal adesão, visto que a distância entre o pensamento heideggeriano e o jargão racista do nazismo é intransponível e apenas a má vontade intelectual não quer percebê-lo. A esse respeito, creio que Hannah Arendt soube como pensar de maneira adequada a natureza teórica desta cegueira que levou ao engajamento político de seu mestre, sem, contudo, rebaixar seu pensamento ao estatuto do inominável.

Passo então à primeira pergunta. Por um lado, o engajamento de Heidegger provocou-lhe reflexões muito sérias, sobretudo no que diz respeito à tensão constitutiva entre filosofia e política que orienta a tradição da filosofia política ocidental desde sua origem, com Platão. Por outro lado, e dado que ela nunca considerou o pensamento de Heidegger como intrinsecamente nazista, isso não lhe impediu de buscar inspiração em certos conceitos de Heidegger a fim de repensar as possibilidades da própria teoria política após a ruptura do fio da tradição. Certamente, o choque e a decepção com o engajamento de Heidegger foram importantes na definição da trajetória mesma de seu pensamento. Até 1933, ela não tinha preocupações intelectuais a respeito da política. Basta recordar que sua tese de doutoramento, defendida em 1929 sob orientação de Jaspers, mas fortemente marcada por categorias heidegge-rianas, versava sobre o “conceito de amor em Santo Agostinho”. O direcionamento de sua vida para a política só ocorreu a partir de 1933 e se deu, primeiramente, por meio da total recusa do meio intelectual e do engajamento na ação direta de resistência ao nazismo. Somente em 1946 Arendt voltaria a discutir questões estritamente filosóficas, ao publicar, já nos Estados Unidos, um texto introdutório sobre pensamento existencial alemão. Nele, ela criticava asperamente o pensamento do Heidegger de Ser e tempo, acusando o conceito de “autenticidade” de solipsista e romântico e contrapunha a ele o pensamento de Jaspers, em sua adesão ao vínculo comunicativo entre os seres humanos.
No entanto, depois do reencontro de ambos, em 1949, Arendt mudou sua avaliação a respeito do pensamento heideggeriano, chegando inclusive a referir-se aos conceitos de “mundo” e do homem como “ser-no-mundo”, de Ser e tempo, como contribuições decisivas para a renovação do pensamento político. Agora, ela avaliava que tais conceitos permitiam iluminar uma estrutura constitutiva da condição humana, o ser-com-outros, em relação à qual a filosofia já não podia mais pretender refugiar-se no isolamento solipsista que perpassa e orienta boa parte da reflexão filosófica política e epistemológica moderna. A mudança, como se vê, é total, e certamente tem que ver com o reencontro e o reatar de laços entre os dois. O que não significa que Arendt se tornasse, daí por diante, uma heideggeriana. Ela já havia percorrido a sós um longo caminho de pensamento, que culminara com a publicação de Origens do totalitarismo, em 1951, para novamente voltar a entregar-se a Heidegger, ainda que apenas teoricamente. Nesse sentido, são incorretas aquelas análises que afirmam a dependência intelectual e afetiva de Arendt em relação a Heidegger, como proposto por Elzbieta Ettinger em um pequeno panfleto que certamente lhe valeu um bom dinheiro, mas nenhum reconhecimento acadêmico. Talvez a melhor definição para o estado da relação teórica e afetiva de Arendt em relação a Heidegger esteja contido em uma pequena nota que Arendt pretendia entregar a Heidegger como dedicatória ao volume de A condição humana, mas não o fez, em que ela dizia que havia “permanecido fiel e infiel” a Heidegger, “ambas as coisas com amor”.
CULT –- Heidegger foi muito censurado por sua ligação com o nazismo. Isso atingiu Arendt de alguma forma? Sua obra foi de alguma maneira criticada por seu relacionamento com Heidegger?
A.D. –
Sim, e com alguma freqüência. É comum encontrar textos nos quais se critica Arendt como discípula de Heidegger, valendo-se daquela estranha forma de argumento que os americanos denominam de “guilty by association”, ou seja, culpa por associação. O raciocínio é mais ou menos o seguinte: Heidegger é um filósofo nazista. Hannah Arendt, a despeito de ser judia, foi sua amante e permaneceu sua discípula confessa. Logo, ela é não apenas afetivamente débil, pois traiu o amor por seu povo para entregar-se duas vezes aos braços do inimigo, mas também uma pensadora cujas teorias estão marcadas pelo elitismo vanguardista da filosofia da existência alemã, devendo, portanto, ser recusada. O caráter caricatural dessa formulação expressa bem o absurdo desse tipo de avaliação da relação intelectual entre dois pensadores originais. Nenhum pensador digno desse nome se deixa simplesmente “influenciar” por outro; aliás, basta pensar seriamente sobre a própria idéia de “influência” teórica – uma troca de fluidos? – para reconhecer sua fragilidade. Pensadores de estatura pensam por si próprios, respondem à provocação e ao apelo do já pensado por outros grandes pensadores, mas jamais se contentam com a posição de discípulo.

CULT – Por que Heidegger nunca deu muita atenção à obra de Arendt?
A.D. –
Creio que quando ambos se conheceram, entre 1924 e 1925, o pensamento de Heidegger já havia alcançado um ponto de maturidade em vista do qual ele dificilmente viria a ter olhos para o pensamento daqueles que o sucederam no tempo. Assim, Heidegger foi o mestre que pôs a caminho o pensamento de autores tão diferentes e importantes como Arendt, Gadamer, Jonas e Marcuse, para limitar-me apenas a alguns de seus mais famosos alunos, mas nenhuma obra produzida por eles teve impacto no pensar heideggeriano. A questão fundamental do pen-samento de Heidegger, a chamada questão do ser, formulada e reformulada incessantemente ao longo de mais de 60 anos de vida dedicados à tarefa do pensamento, não é uma questão do presente contemporâneo. Ela é extemporânea, ou extraordinária, como o próprio Heidegger o reconhecia; não se encaixa no rol de prioridades e urgências do mundo contemporâneo e sua relação com o tempo não se pauta pelo tempo cronológico e seqüencial dos calendários. Para muitos, a obsessão hei-degge-riana com a questão do ser é incompreensível e mesmo uma aberração idiossincrática: como é que alguém ainda pode levar a sério a formulação de uma ontologia depois de Kant? Entretanto, que a questão do ser tenha sido esquecida e que já não te-nhamos mais olhos e ouvidos para ela, não quer dizer que justamente esse esquecimento não esteja relacionado com certo diagnóstico crítico e contundente a respeito de nosso próprio tempo. Ou seja, no centro desse pensamento que se ocupa não com o eterno ou com o que estaria fora do tempo, mas com o imemorial, se encontra o nosso próprio tempo e a preparação expectante da possibilidade de um novo começo.

CULT – Como Arendt inspirou Heidegger em Ser e tempo?
A.D. –
Essa pergunta não tem como ser respondida. Arendt tinha 18 anos quando se apaixonou por Heidegger. Ele tinha 35 e estava a ponto de tornar-se um clássico do pensamento filosófico ocidental. De um ponto de vista estritamente teórico, é mais do que improvável que a bela aluna pudesse contribuir na gestação da grande obra inacabada que foi Ser e tempo. No entanto, quem conhece o texto sabe da importância conferida por Heidegger às chamadas disposições afetivas, reconsideradas de maneira a desfazer a pronta identificação tradicional entre o humor e o irracional ou o subjetivo. Humores e afetos dizem muito a respeito do ser do existente, dizem como alguém está ou se encontra aqui e agora e, se bem compreendidos, elucidam aspectos onto-ló-gicos fundamentais do próprio existir. Sabe-se a importância que a disposição afetiva da angústia ocupa no pensamento de Heidegger, dos anos 20 até o início dos anos 30. Mas não apenas ela, pois ele também reflete longamente sobre o tédio, bem como menciona, aqui e ali, o caráter desvelador da alegria, do júbilo e do próprio amor. Giorgio Agamben tem um belo texto no qual reflete sobre o modo como Heidegger pensa o amor. Heidegger teria afirmado a Arendt que ela fora a grande paixão de sua vida, a força ins-pi-radora de seu pensamento no momento em que elaborava Ser e tempo. Antes mesmo de se apaixonar por Arendt, Heidegger já se encontrava fascinado pela concretude situada e afetiva do pensamento, que jamais foi para ele uma atividade desencarnada, especulativa. Se a paixão por Arendt se encontra, de algum modo, presente em Ser e tempo, isso só pode ser pensado em um sentido muito difuso, mas não menos interessante. A despeito da frieza conceitual do tratado, tampouco se lhe pode negar ser obra de um pensamento apaixonado.

Fabiano Curi
Jornalista e professor universitário

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http://antoniocicero.blogspot.com.br/2010/02/heidegger-e-o-nazismo.html


21.2.10

Heidegger e o nazismo


O seguinte artigo foi publicado na minha coluna da “Ilustrada”, da Folha de São Paulo, no sábado, 20 de fevereiro.

Heidegger e o nazismo

LOGO QUE li, anos atrás, uma observação do filósofo Martin Heidegger segundo a qual o sentido da filosofia não era tornar as coisas mais fáceis, mas mais difíceis, não pude deixar de me lembrar do merecidamente famoso bordão de Chacrinha: “Eu não vim para explicar, mas para confundir”.

Na verdade, é claro que “tornar as coisas mais difíceis” é muito diferente de confundi-las. A palavra alemã que traduzi por “mais difíceis”, “schwerer”, tem em primeiro lugar o significado de “mais pesadas”. Heidegger quer dizer que a filosofia conhece o peso de cada coisa. Isso implica que ela as diferencia, que as torna mais complexas. De fato, o que a filosofia faz não é simplificar as coisas, mas complicá-las. Se entendermos “confundir” como fundir numa coisa só, então seu sentido está mais próximo do de “simplificar” que do de “complicar”, e é praticamente o oposto do sentido desta.

Enquanto simplificar um pensamento, por exemplo, é empobrecê-lo, complicar um pensamento é torná-lo ou revelá-lo como mais complexo, mais diferenciado, mais rico do que parecia ser. Tal é, de fato, um dos mais importantes benefícios que podemos auferir da filosofia.

É exatamente por isso que se pode ler com proveito um filósofo que pensa o oposto daquilo que pensamos, daquilo que pensamos pensar, ou daquilo que queremos inicialmente pensar. Mesmo que jamais concordemos, por exemplo, com as teses manifestamente defendidas pelo Sócrates de Platão em “A República”, a leitura desse diálogo nos ensina a refletir e especular com maior profundidade e consistência.

Mas volto a Heidegger. Ninguém ignora que esse filósofo apoiou Hitler e o nazismo. Parece-me ademais inacreditável que alguém que tenha lido e compreendido a obra maior de Heidegger, “Ser e Tempo”, de 1927, seja capaz de negar a impressionante afinidade entre o teor de certas pretensões desse livro e grande parte da ideologia nazista, que ele estranhamente antecipa. Basta lembrar que ambos rejeitam a modernidade filosófica, o iluminismo, o individualismo, o humanismo e o universalismo, enquanto exaltam o que consideram a autenticidade do indivíduo que se sacrifica em prol do destino particular da comunidade e do Estado a que pertence. A partir da ascensão de Hitler ao poder na Alemanha, em 1933, Heidegger explicitamente articula seu pensamento com as concepções nazistas.

Essa articulação é o tema do livro extremamente informativo do filósofo francês Emmanuel Faye, “Heidegger: A Introdução do Nazismo na Filosofia”, cuja recente tradução americana desencadeou uma intensa polêmica nos Estados Unidos. Por um lado, houve quem, como o professor de filosofia Carlin Romano, sugerisse banir os livros de Heidegger da academia; por outro lado, os discípulos do mestre da Floresta Negra tentaram, como aliás ocorrera à época da publicação do livro na França, desmoralizar Faye, de modo a desacreditar seu livro antes que ele pudesse ser seriamente discutido.

É inaceitável tanto a atitude dos primeiros quanto a dos segundos. Estes são desonestos não apenas porque todo encobrimento dessa natureza é desonesto, mas porque o que tentam encobrir é um comprometimento político que o próprio Heidegger, até o fim da vida, recusou-se a renegar. Ora, é importante – em primeiro lugar exatamente para quem se interessa pela filosofia de Heidegger – saber como ele mesmo entendia e vivia as consequências políticas do seu pensamento.

E que dizer da tentativa de excluir as obras de Heidegger das universidades? Não somente qualquer censura dessa natureza é inteiramente inadmissível numa sociedade aberta, como a verdade é que, a despeito das repugnantes afinidades políticas de Heidegger, sua obra não pode deixar de ser lida e discutida por quem quer que leve a sério o pensamento filosófico.

A filosofia de Heidegger é a culminação do pensamento antimoderno desenvolvido na Alemanha desde o romantismo, no início do século 19. São profundas suas intuições sobre os objetos do ataque que desfere, admiráveis suas interpretações e poderosos seus argumentos. Ninguém que hoje queira pensar seriamente sobre a modernidade, sobre a filosofia moderna ou sobre a filosofia “tout court” poderá ir muito longe, a menos que considere tais intuições, critique tais interpretações e enfrente tais argumentos que, como convém à filosofia, longe de simplificar, complicam as coisas. Que eles desemboquem na pior das ideologias totalitárias é mais uma razão para não os ignorar.





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